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Doações

Acidente vascular cerebral isquêmico

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - I63

O que é AVC isquêmico?

O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), também conhecido por derrame ou isquemia cerebral, é causado pela falta de sangue em uma área do cérebro por conta da obstrução de uma artéria.

O AVCI pode deixar sequelas que vão desde leves e passageiras, até mais graves e incapacitantes. Em geral, pode provocar paralisias em partes do corpo e causar problemas na visão, na memória e na fala.

No entanto, em alguns casos, a falta do sangue que carrega oxigênio e nutrientes pode levar à morte neuronal. Por isso, o reconhecimento dos sintomas e encaminhamento rápido ao hospital são atitudes fundamentais.

Os fatores de risco para o AVCI podem ser considerados modificáveis ou não modificáveis. Isso significa que, em alguns casos, os fatores de risco podem ser alterados de acordo com o estilo de vida de cada paciente ou os medicamentos dos quais ele faz uso.

O tabagismo, as altas taxas de colesterol e triglicérides, o sedentarismo e as doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e arritmias cardíacas, são os principais fatores de risco. Por exemplo: pessoas com pressão alta têm de quatro a seis vezes mais chances de terem um episódio de AVC. Isso acontece por conta do enrijecimento dos vasos e da aterosclerose, comuns em hipertensos, que podem levar à obstrução arterial.

Os pacientes diabéticos também devem controlar as taxas de glicemia capilar e outros fatores de risco, pois o risco de isquemia é duas vezes maior se comparado ao de pessoas não diabéticas. Somado a isso, fatores como obesidade, histórico familiar, idade superior a 55 anos, consumo excessivo de álcool e uso de drogas ilícitas, como cocaína, também podem aumentar o risco de AVCI.

Sintomas de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico

Os sinais do AVCI acontecem de forma repentina e podem ser únicos ou combinados:

  • fraqueza ou adormecimento em apenas um lado do corpo
  • dificuldade para falar e/ou entender coisas simples
  • complicações para engolir, andar e enxergar
  • tontura
  • perda da força da musculatura do rosto ficando com a boca torta
  • dor de cabeça intensa
  • perda da coordenação motora

Diagnóstico

O diagnóstico e tratamento precoce dependem da rapidez com que o paciente procura o serviço de emergência capacitado para o atendimento.

O tempo recomendado para o diagnóstico do paciente, da entrada no setor de emergência até a confirmação por exame de imagem (tomografia ou ressonância magnética) deve ser, no máximo, de 45 minutos. A tomografia é mais utilizada pela rapidez, disponibilidade e falta de contraindicações para sua realização.

Devem ser realizados também exames complementares, como eletrocardiograma, ecocardiograma, ultrassom Doppler de carótidas, Doppler transcraniano e exames de laboratório, com a finalidade de identificar a causa da isquemia.

Tratamento

O tratamento para a desobstrução das artérias consiste na administração de um tipo de medicamento trombolítico, que dissolve o coágulo e normaliza o fluxo sanguíneo no cérebro. Esse tratamento deve ser aplicado em até 4h30 do início dos sintomas, a fim de tentar aumentar as chances de recuperação e de minimizar as sequelas e a taxa de mortalidade.

O medicamento também pode ser injetado diretamente no interior do coágulo, para a destruição do trombo, por cateterismo cerebral. O procedimento, realizado em uma sala de hemodinâmica, deve ser feito em até seis horas do início dos sintomas. Um cateter é introduzido na artéria femural (localizada na virilha), seguindo o fluxo das artérias até chegar à obstrução para aplicar o medicamento.

Existem cateteres que podem realizar a desobstrução da artéria sugando ou retirando o trombo ou coágulo de dentro do vaso. Nesses casos, chamados de terapia combinada, o medicamento pode ou não ser utilizado.

O tratamento com trombolíticos é o único disponível para esse tipo de acidente cerebral. Devido aos seus critérios de exclusão, sendo o principal o tempo de 4h30 para atendimento, somente pacientes selecionados recebem esse tratamento. No Einstein, 17% dos pacientes com AVCI são tratados com trombolíticos. No mundo, esse índice cai para 1%.

Independente da técnica, o fator fundamental para um resultado positivo é o tempo em que o paciente recebe socorro. Quanto menor o tempo entre os sintomas e o tratamento, maiores as chances de recuperação.

Os cuidados realizados nos pacientes pela equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, fonoaudiólogos e psicólogos) são os que trazem mais benefícios para os pacientes. A prevenção de complicações, como infecções, e o início da reabilitação precoce são os mais importantes para todos os pacientes, independentemente do tipo de tratamento recebido.

Prevenção

A prevenção do AVCI está ligada com o mantimento de uma vida saudável. Para isso, indica-se:

  • Realizar, ao menos, 2h30 de exercícios físicos na semana
  • Consumir frutas, vegetais, grãos integrais (arroz integral, feijão, milho) e peixes com ômega-3 com frequência
  • Evitar o consumo de gorduras saturadas (queijos, carnes), gorduras trans (bombons, pipocas de micro-ondas) e sódio (sal)

E fazer acompanhamento com um profissional de saúde para acompanhar os fatores de risco, o seu peso e realizar exames regularmente.

Por Conselho Editorial Einstein