Catapora
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - B01
- Doença
CID 10 - B01
A catapora, também chamada de varicela, é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, causada pelo vírus varicela-zóster. Afeta principalmente crianças entre um e 10 anos, mas pode acometer pessoas de qualquer idade que não tiveram a doença ou não foram vacinadas. Em geral, é benigna e sua transmissão ocorre por gotículas do nariz e da boca (tosse ou espirro), contato com o líquido das bolhas e raramente por contato com objetos recém-contaminados com a secreção das vesículas. O contágio pode ocorrer no período de incubação, ou seja, antes de aparecerem os sintomas, e continua até que todas as bolhas estejam secas. Também pode ser transmitida pela placenta durante a gestação.
Após a fase mais intensa da doença (fase aguda), o vírus pode permanecer adormecido (inativo) no organismo. Em algumas pessoas, especialmente adultos e idosos, ele pode se reativar anos depois e causar uma condição chamada herpes-zóster, popularmente conhecida como cobreiro.
Os sintomas de varicela costumam surgir entre 10 e 21 dias após a exposição ao vírus, e incluem:
Essas lesões podem surgir todas de uma vez ou em diferentes fases (surtos sucessivos), com algumas já formando crostas enquanto outras continuam aparecendo. São mais comuns no rosto, tronco e couro cabeludo. As bolhas se rompem, formam crostas e cicatrizam em até 14 dias.
Embora sejam raras, podem ocorrer complicações como infecções na pele, pneumonia e encefalite (inflamação no cérebro), principalmente em bebês, adultos e pessoas com baixa imunidade.

A catapora é mais comum no inverno e na primavera, quando as crianças passam mais tempo em locais fechados, o que favorece a transmissão. Em crianças saudáveis, a forma mais comum é a catapora leve, que apresenta poucas lesões e sintomas brandos. A doença também pode ocorrer em outros grupos, com diferentes características:
O diagnóstico da catapora é geralmente feito com base nos sinais visíveis na pele, como as manchas vermelhas e bolhas com líquido (erupção cutânea). Quando os sinais são claros e característicos da doença, o(a) clínico geral, o(a) pediatra ou o(a) dermatologista normalmente consegue reconhecer a catapora sem precisar de exames. Em situações mais graves ou com dúvidas, o(a) médico(a) pode solicitar exames de sangue (sorologia), testes específicos para detectar o vírus (PCR) ou coleta do líquido das bolhas para análise.
Em alguns casos, o diagnóstico também ajuda a identificar possíveis complicações. A catapora pode evoluir com infecções na pele causadas por bactérias, pneumonia, inflamações no cérebro (encefalite), além de quadros mais graves em pessoas com baixa imunidade. A avaliação médica é importante para acompanhar a evolução da doença e agir rapidamente se surgirem sinais de agravamento.

O tratamento da catapora visa aliviar os sintomas e inclui:
O uso de aspirina (ácido acetilsalicílico) deve ser evitado em crianças com catapora, pois há risco de uma condição grave chamada síndrome de Reye, que pode afetar o fígado e o sistema nervoso.
A principal forma de prevenção é a vacina contra a catapora. A imunização é feita por via subcutânea, e sua indicação inclui todas as pessoas com mais de um ano:
Outras medidas preventivas incluem:
Sim, a catapora é contagiosa. A transmissão ocorre por vias respiratórias ou contato com o líquido das lesões. A pessoa transmite o vírus desde um a dois dias antes das manchas até que todas as bolhas estejam secas.
A catapora é transmitida por meio de gotículas (espirro e tosse), contato direto com as bolhas da pele ou objetos contaminados.
Raramente. A maioria das pessoas adquire imunidade permanente após a primeira infecção.
É o nome do vírus que causa a catapora. Pode permanecer latente e se reativar anos depois, provocando o herpes-zóster.
Ambas são causadas pelo mesmo vírus. O herpes-zóster é uma reativação da infecção inicial de catapora, geralmente em adultos.
A vacina contra catapora é indicada para todas as pessoas com mais de um ano de idade. A imunização é feita por via subcutânea, com uma dose para crianças com até 13 anos (proteção de até 97%) e duas doses para maiores de 13 anos. Adultos que não tiveram a doença ou não foram vacinados também devem se imunizar, especialmente profissionais da saúde e pessoas em contato com indivíduos com baixa imunidade. A vacina deve ser evitada em grávidas, pessoas imunodeprimidas e bebês prematuros.
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