Pular para o conteúdo principal
Doações

Cefaleia vascular

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - G44.1

  • Doença

O que é cefaleia vascular?

A cefaleia vascular é um termo utilizado antigamente para se referir a um grupo de condições que causam dilatação dos vasos sanguíneos e dor de cabeça. Atualmente, esse termo está em desuso e foi substituído por classificações mais específicas, como a enxaqueca e outros tipos de cefaleia. Esses vasos ficam inchados, inflamados e alteram a pulsação normal dos vasos sanguíneos. A dor costuma ser pulsante e pode vir acompanhada de náusea, a sensibilidade à luz ao som. 
 

Sintomas

Os sintomas da cefaleia vascular variam conforme o tipo da dor de cabeça. A enxaqueca é a forma mais comum e costuma causar dor pulsante e intensa, que pode atingir um ou os dois lados da cabeça. Em alguns casos, pode vir acompanhada de outros sinais, como:

  • náusea e vômito: o desconforto pode causar enjoo e, em crises mais fortes, levar ao vômito. Esses sintomas costumam piorar com movimentos e esforços físicos  
  • tontura: algumas pessoas podem sentir instabilidade, fraqueza ou sensação de desequilíbrio durante a crise. Isso pode dificultar atividades do dia a dia
  • visão embaçada: a cefaleia pode causar pontos brilhantes, visão borrada ou dificuldade para enxergar com clareza. Em alguns casos, esses sinais aparecem antes da dor 
  • sensibilidade à luz (fotofobia): ambientes muitos claros podem aumentar o desconforto e intensificar a dor. Por isso, muitas pessoas preferem descansar no escuro 
  • mal-estar e dificuldade de concentração: a dor pode causar cansaço, irritação e dificuldade para se concentrar 
     

Causas

As cefaleias relacionadas a alterações vasculares acontecem devido a mudanças no tamanho (calibre) dos vasos sanguíneos no cérebro, como dilatação ou contração. A causa exata ainda não é totalmente conhecida, mas envolve fatores neurológicos, genéticos e gatilhos do dia a dia.  

  • alterações na atividade cerebral: o funcionamento do cérebro pode influenciar o controle dos vasos sanguíneos. Essas mudanças podem desencadear dor de cabeça em algumas pessoas   
  • predisposição genética: pessoas com histórico familiar podem ter maior risco de desenvolver esse tipo de cefaleia. Isso indica que fatores hereditários podem estar envolvidos
  • estresse físico ou emocional: situações de tensão podem desencadear crises de dor de cabeça. O estresse é um dos gatilhos mais comuns
  • fatores ambientais e rotina: alterações no sono, cansaço ou mudanças no dia a dia podem contribuir. Esses fatores podem contribuir para às crises
     

Diagnóstico

O diagnóstico da cefaleia vascular relacionada a alterações vasculares é feito por um(a) profissional de saúde, com base na avaliação clínica e, quando necessário, exames complementares. Os principais procedimentos são:

  • análise clínica: o(a) profissional investiga quando a dor aparece, onde é sentida e quanto tempo dura. Essas informações ajudam a identificar o tipo de cefaleia e possíveis gatilhos 
  • exame de sangue: pode ser solicitado para verificar sinais de infecção, inflamação ou outras alterações no organismo. Ele ajuda a descartar condições que também causam dor de cabeça
  • ressonância magnética (RM): permite visualizar o cérebro com mais detalhes e identificar possíveis alterações estruturais. É um dos exames mais completos para a investigação da dor de cabeça
  • tomografia computadorizada (TC): ajuda a identificar alterações rápidas, como sangramentos e lesões. É frequentemente usada em casos de dor de cabeça súbita ou intensa
     

Tratamento

O tratamento da cefaleia vascular indicado por um(a) profissional de saúde pode incluir: 

  • medicamentos para alívio da dor: são utilizados durante as crises para reduzir o desconforto. Geralmente, ajudam a diminuir a intensidade da dor de cabeça
  • medicamentos para crises intensas: em alguns casos, podem ser indicados remédios específicos pelo(a) profissional de saúde. Eles ajudam a controlar melhor a dor e a encurtar a duração do episódio
  • medicamentos preventivos: podem ser usados em pessoas com crises frequentes. O objetivo é diminuir a ocorrência e a intensidade das dores ao longo do tempo
     

Prevenção

A prevenção auxilia no controle das crises, na redução da frequência e da intensidade, além de melhorar a qualidade de vida e o bem-estar. As principais formas são:

  • manter uma rotina de sono regular: dormir bem ajuda o cérebro e os vasos sanguíneos a funcionarem corretamente. Alterações no horário do sono podem favorecer o aparecimento das crises  
  • controlar o estresse e a ansiedade: situações de tensão emocional aumentam o risco de crises de cefaleia vascular. Técnicas de relaxamento e atividades físicas podem ajudar no controle  
  • praticar atividade física regularmente: exercícios pelo menos 3 vezes por semana, por cerca de 30 minutos, melhoram a circulação sanguínea e reduzem a tensão no corpo. Além disso, contribuem para a saúde física e mental 
  • realizar acompanhamento com um(a) profissional da saúde: isso ajuda a identificar causas e definir o melhor tratamento preventivo. O diagnóstico correto é essencial para evitar complicações


 

Referências

International Headache Society 
RMC Health System 
Cleveland Clinic