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Doações

Deformidades da face

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - K07

O que são deformidades da face?

Deformidades dento-esqueléticas são um conjunto de diagnósticos que apresentam como característica comum a desarmonia anatômica e funcional entre os dentes e suas bases ósseas, ou seja, deformidades da maxila, da mandíbula ou da relação entre estes ossos.

A imagem ilustra reconstruções tridimensionais de perfis craniofaciais em cortes laterais, destaca alterações ósseas e de tecidos moles, como projeção ou retração da mandíbula e maxila.

Características

Deformidades dentofaciais podem ser decorrentes da presença de deformidades congênitas do esqueleto facial, do desenvolvimento inadequado (maior ou menor) dos ossos faciais ou como consequências de traumas craniofaciais. Estas deformidades podem determinar a necessidade de tratamentos sobre os dentes ou sobre o esqueleto facial - neste último caso por meio de cirurgias.

A imagem exibe cortes laterais do crânio com ângulos e medidas relacionados à posição mandibular e maxilar

Diagnóstico

O diagnóstico deve ser realizado por meio da avaliação clínica detalhada, associado a métodos de imagem e inclui:

  • ​​Exame clínico detalhado, avaliando a face em repouso e ao sorrir, em posições de frente e perfil, incluindo documentação fotográfica.
  • Avaliação radiológica da face, por meio de telerradiografias, radiografia panorâmica de mandíbula e tomografia computadorizada, que permite avaliação tridimensional da face. Por meio da análise computadorizada ainda é possível obter análises volumétricas de vias aéreas e realizar a planejamento do tratamento cirúrgico.
A imagem mostra uma visão frontal do crânio com medições detalhadas das estruturas ósseas.
  • Obtenção de modelos das arcadas dentárias.
  • Avaliação das vias aéreas superiores e padrão de sono. A realização de polissonografia e nasofibroscopia deve ser realizada para estabelecer parâmetros pré-operatórios, na investigação da suspeita de distúrbios respiratórios e apneia do sono. A conduta cirúrgica pode sofrer mudanças de programação, na dependência dos achados destes exames.

Sintomas

Os principais sintomas são as alterações da oclusão dentária e da mastigação. Dependendo da gravidade da deformidade, sintomas respiratórios, dores faciais e queixas estéticas podem coexistir.

Tipos

As deformidades podem ocorrer nas 3 dimensões do espaço, ou seja, deformidades verticais, deformidades transversas e deformidades anteroposteriores. Podem também ser acompanhadas de assimetrias entre os lados direito e esquerdo e de alterações rotacionais do plano maxilar e mandibular.

A imagem apresentada ilustra os eixos de movimento tridimensionais da cabeça

Os tipos faciais são classificados em relação às suas proporções e complementados pela classificação da relação oclusal. Ou seja, o tipo de oclusão não é o único parâmetro que define o tipo facial, apesar de haver certa predominância do tipo de oclusão em função do padrão facial.

​Apresenta uma sequência de perfis laterais esquemáticos que ilustram diferentes tipos de deformidades faciais.

Causas

Deformidades dentofaciais podem ser congênitas, decorrentes do desenvolvimento aumentado ou reduzido dos ossos faciais e como sequelas após traumas faciais.

Tratamento

O plano de tratamento deve ser definido após avaliação multidisciplinar, com participação do ortodontista, do cirurgião craniomaxilofacial e dos demais profissionais envolvidos com o caso. Ambos, cirurgião e ortodontista, tomam decisões de tratamento, elaborando assim o diagnóstico e plano de tratamento ortodôntico-cirúrgico. A definição dos procedimentos cirúrgicos dependerá de uma decisão conjunta, visando à obtenção do equilíbrio entre oclusão, perfil facial e função

O tratamento cirúrgico das deformidades dentofaciais é denominado de Cirurgia Ortognática (orthos=reto, gnathus=maxilares). Trata-se da manipulação cirúrgica do esqueleto craniofacial, com finalidade de restabelecimento da harmonia facial e suas adequadas relações anatômicas e funcionais. É indicada quando a obtenção de oclusão adequada e equilíbrio facial não podem ser obtidos exclusivamente por meio de tratamento ortodôntico.

Os atuais objetivos da cirurgia ortognática incluem não somente a obtenção de uma oclusão funcional, mas também visa a estabilidade de resultado, adequado balanço facial, manutenção da saúde periodontal e das articulações têmporo-mandibulares, permitindo também a obtenção e manutenção de uma via aérea funcional, sempre considerando a satisfação do paciente.

Os diversos movimentos possíveis se relacionam com o diagnóstico e podem ser de avanço ósseo, recuo ósseo, encurtamento ou alongamento vertical e também podem combinar rotações transversais, horárias e anti-horárias.

​Quando devem ser operadas?

O momento adequado ocorre após a maturidade esquelética, ou seja, ao redor dos 16 anos em mulheres e 18 anos para homens.

A cirurgia propriamente dita é realizada após um adequado preparo ortodôntico, que visa eliminar as compensações dentárias pré-existentes nos sentidos ântero-posterior, vertical e transversal, por meio de aparelhos ortodônticos fixos. O tempo de preparo varia conforme a condição inicial, mas é fundamental para a estabilidade do resultado. Uma vez finalizado este preparo, quando ocorrer o movimento dos ossos durante a cirurgia, haverá um encontro adequado dos dentes maxilares e mandibulares, restabelecendo uma oclusão adequada.

Por Conselho Editorial Einstein