Dermatofitose e micose cutânea
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - B35 e B36
CID 10 - B35 e B36
Infecções que atingem pele, unhas e couro cabeludo, as micoses cutâneas e dermatofitoses são causadas por diferentes tipos de fungos. As dermatofitoses, em especial, representam um subtipo dessas micoses e são provocadas por fungos chamados dermatófitos. Em comum, todas essas infecções afetam áreas externas do corpo ricas em queratina, proteína natural que protege a pele e fortalece cabelos e unhas.

Os sintomas da dermatofitose e das micoses de pele (cutânea) são semelhantes e variam conforme a área afetada, e geralmente incluem:
Nem toda micose cutânea é uma dermatofitose, mas toda dermatofitose é uma micose, pois faz parte do grupo mais amplo das micoses de pele. Essas micoses podem ter diferentes origens fúngicas e, dependendo do agente causador, recebem nomes e tratamentos específicos. Entre as mais comuns estão:
Já a dermatofitose, um tipo específico de micose de pele, varia conforme a região afetada. Entre as mais conhecidas estão:

Uma espécie emergente denominada Trichophyton indotineae chama a atenção por apresentar resistência aos antifúngicos mais usados, como a terbinafina. A infecção por esse fungo geralmente acontece em viagens ao exterior, principalmente para Índia, Europa ocidental e EUA. Essa infecção costuma atingir áreas extensas do corpo, causar sintomas intensos e pode voltar mesmo após o uso de medicamentos. Em 2024, é registrado o primeiro caso no Brasil, envolvendo um paciente que apresentou histórico de viagem internacional, e especialistas preocupam-se com a disseminação da doença no país.
O diagnóstico é realizado por um médico(a) dermatologista, geralmente por meio da observação clínica das lesões. O(a) especialista pode suspeitar da presença de uma infecção por fungo ao visualizar uma área avermelhada na pele, inflamada ou escamosa nas zonas frequentemente afetadas. Para confirmação, podem ser feitos exames como raspagem da pele ou da unha para análise microscópica e cultura fúngica, onde o fungo pode crescer e ser identificado.
O tratamento da dermatofitose ou micose cutânea deve ser precoce para evitar a contaminação de outras pessoas que convivem com o paciente afetado. O tratamento depende da gravidade e da localização da infecção e o(a) dermatologista define qual medicação é a mais adequada de acordo com cada caso:
As infecções provocadas pelo fungo Trichophyton indotineae, por exemplo, costumam ser mais extensas, causar desconforto intenso e exigir tratamentos mais longos. Como essa variante do fungo (cepa) apresenta maior resistência aos remédios tradicionais, o acompanhamento médico desde os primeiros sinais é indispensável para evitar complicações. O Laboratório do Einstein é um dos poucos locais no Brasil capaz de identificar tal espécie com precisão.
É fundamental seguir as orientações médicas e concluir o tratamento corretamente para reduzir o risco de a infecção retornar. O uso de medicamentos por conta própria também pode atrapalhar a recuperação. Pomadas com corticoides, quando usadas sem orientação médica, podem apenas mascarar os sintomas, atrasar o diagnóstico e agravar a situação. Além disso, a automedicação favorece o surgimento de variações do fungo (cepas resistentes) que sofrem alterações e deixam de responder aos medicamentos mais comuns. Esses casos costumam ser mais difíceis de controlar e exigem cuidados específicos. Por isso, ao menor sinal de micose na pele, unhas ou couro cabeludo, é importante buscar orientação médica.
A adoção de algumas medidas no dia a dia ajuda a evitar a contaminação por dermatofitoses ou micoses cutâneas:
Sociedade Brasileira de Dermatologia
MSD Manuals
CNN Brasil
Folha de São Paulo