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Doações

Espondilolistese

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - M431

O que é espondilolistese?

A coluna vertebral consiste em nosso pilar de sustentação. A região lombar é responsável por suportar fortes cargas mecânicas. A falha em suportar tais cargas pode levar ao escorregamento de uma vertebra em relação a outra. A essa condição damos o nome de Espondilolistese.

Tipos

Diferentes motivos podem levar uma vertebra a escorregar. Nos adultos, com mais de 50 anos, esse escorregamento acontece pela degeneração do disco e das articulações e acomete principalmente o seguimento entre a quarta e a quinta vertebras lombares.

É chamada de espondilolistese degenerativa. As crianças e os adolescentes também podem apresentar essa condição. Entretanto, esse escorregamento acontece por uma falha semelhante a uma fratura em uma determinada região da vértebra.

É chamada de espondilolistese ístmica e é mais frequente entre a última vértebra lombar e o sacro. Existem ainda outros tipos menos frequentes: congênita, devido a defeitos presentes ao nascimento; traumática, devido a fraturas e metabólica em decorrência de doenças ósseas que tornam a coluna mais frágil.

Incidência

A espondilolistese degenerativa é 4 vezes mais comum nas mulheres em relação aos homens com uma incidência em torno de 8% e 2% respectivamente. A espondilolistese ístmica acomete cerca de 4% das crianças sendo mais comum nos meninos. Jovens esportistas submetidos a muito impacto como os ginastas tem uma incidência aumentada que pode chegar a 40%.

Sintomas

Os principais sintomas são: dor lombar que piora a movimentação e dores nas pernas caso exista alguma compressão das raízes nervosas. Muitas vezes é a dor nas pernas que leva o paciente a procurar um médico e consequentemente a encontrar esta condição. Entretanto, é uma doença frequentemente assintomática tanto em crianças quanto em adultos.

Diagnóstico

A confirmação do diagnóstico é feita com radiografias da coluna que podem demonstra um escorregamento. A ressonância magnética é importante para os pacientes que apresentam irradiação das dores para os membros inferiores, uma vez que permite a visualização direta das raízes e eventuais compressões.

Exame de imagem da coluna vertebral para a confirmação do diagnóstico de espondilolistese. É possível observar na ressonância magnética a indicação da localização do problema.

Prevenção

Atividade física que fortaleça a musculatura do tronco, peso corporal adequado e restrição de atividades de alto impacto ajudam na prevenção. No entanto, as características genéticas também estão envolvidas e para isso não há o que se possa fazer.

Tratamento

A espondilolistese é uma condição que pode ser assintomática e passar desapercebida por toda a vida. Quando sintomática, os analgésicos e anti-inflamatórios podem ser usados para os momentos de mais dor e tem a finalidade de reduzir os sintomas.

A fisioterapia, correções posturais e os exercícios de fortalecimento do tronco são importantes no tratamento e prevenção das dores. A restrição de determinados esportes e até mesmo um colete podem ser úteis para as crianças nas fases inicias da doença.

O tratamento cirúrgico é indicado quando existe falha do tratamento conservador. Geralmente ocorre na presença de compressão das raízes nervosas. A cirurgia consiste no reposicionamento da vértebra escorregada e descompressão das raízes produzindo excelentes resultados.

Por Conselho Editorial Einstein