Icterícia
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - R17
CID 10 - R17
A icterícia é caracterizada pela coloração amarelada da pele e olhos devido ao excesso de bilirrubina no sangue. A bilirrubina, um pigmento amarelo do fígado, pode elevar-se por doenças hepáticas e da vesícula biliar, além de alguns tipos de anemia. Em recém-nascidos, a causa pode ser a superprodução do pigmento.
Os sintomas da icterícia são pele e olhos amarelos, urina escura, fadiga, náuseas e vômitos. Febre pode ocorrer nos casos relacionados a infecção. Casos mais graves geram comprometimento do sistema nervoso.
Em recém-nascidos, o excesso de bilirrubina típico da icterícia é causado por uma superprodução natural nos primeiros dias de vida. Nos outros grupos, ocorre por problemas no fígado, nos ductos biliares ou pela destruição acelerada de glóbulos vermelhos.
O diagnóstico de icterícia inclui a avaliação da cor da pele. Exames laboratoriais de sangue podem ser utilizados para medir o nível de bilirrubina no sangue.
Em bebês, a prevenção da icterícia ocorre através da exposição à luz. Em adultos, medidas de higiene e proteção sexual evitam icterícia por hepatites virais. Outras causas não possuem prevenção específica.
Recém-nascidos com icterícia podem precisar de terapia de luz. Entretanto, para a maioria dos casos, a resolução depende do tratamento o agente que causou a icterícia, por exemplo: o tratamento da Hepatite C.
O tempo de resolução da icterícia depende da causa. Para os recém-nascidos, este tempo dura em geral 1 semana. Em adultos, as hepatites virais podem causar icterícia por até 2 semanas.
A icterícia em bebês não é contagiosa. Algumas causas, como vírus da hepatite, são transmissíveis.
Em bebês, é incomum que a icterícia neonatal apareça mais de uma vez, mesmo após o tratamento. Em adultos, é possível ter icterícia mais de uma vez e por diferentes causas.