Macrocefalia
Glossário de Saúde do Einstein
- Condição
A macrocefalia é diagnosticada geralmente em recém-nascidos que apresentam o tamanho da cabeça muito acima do normal. Crianças que nascem após nove meses de gestação, em geral, apresentam um perímetro cefálico (PC) médio de 33 centímetros, circunferência considerada normal para a população brasileira. O pediatra é o profissional responsável pelo exame.
Além disso, a macrocefalia pode ser um sinal de alguma condição que requer tratamento. No entanto, o tamanho maior da cabeça de um bebê pode também ser uma de suas características físicas sem que haja nenhuma relação com problemas de saúde. Nesse caso, a condição é chamada de macrocefalia familiar benigna. Não existe forma de prevenir a macrocefalia.
Entre as causas da macrocefalia estão:
Os sintomas mais comuns desta condição são:
Logo que o médico detecta a macrocefalia, alguns exames são prescritos, como tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio para verificar se há anomalias no cérebro.
Se a condição for devido a um histórico familiar (parentes com cabeças maiores que o normal), se a criança não apresenta sintomas neurológicos e está se desenvolvendo normalmente, nenhum tratamento será necessário.
Para cada causa haverá a indicação de um tipo de tratamento. Se a condição estiver relacionada a outros problemas de saúde, deve ser tratada a origem da macrocefalia. No caso da hidrocefalia, por exemplo, costuma-se realizar uma cirurgia para implantar uma válvula que ajuda a drenar o excesso de líquido (líquor) do cérebro para outra parte do corpo.
Quando estiver associada a causas genéticas, um tratamento contínuo, com fisioterapia, fonoaudiologia, terapias ocupacional e comportamental, costuma ser recomendado. Já em casos de hemorragia cerebral pode ser necessária uma cirurgia para interromper o sangramento. Para quadros de macrocefalia que têm como causa um tumor cerebral, o tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
A macrocefalia pode ter complicações como compressão do tronco cerebral, convulsões e epilepsia. A hidrocefalia, se não for tratada rapidamente, pode causar morte. Os atrasos no desenvolvimento são outra consequência grave.
Revisão técnica: Luiz Antônio Vasconcelos, Especialista em Clínica Médica, Medicina Interna, Cardiologia e Ecocardiografia. Cardiologista e clínico das unidades de pronto atendimento e do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.
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