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Doações

Narcolepsia

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - G474

O que é narcolepsia?

A narcolepsia é uma doença crônica, caracterizada por sonolência incontrolável durante o dia associada a ataques repentinos de sono. Pessoas que sofrem da doença muitas vezes têm dificuldade de persistirem acordadas por longos períodos, independentemente das circunstâncias e podem adormecer sem aviso enquanto realizam as mais diversas atividades.

Causas

Sua fisiopatologia é complexa e decorre de um distúrbio primário do sistema nervoso central, decorrente de interação genética, ambiental e imunológica. Hoje sabemos que ela está relacionada com a diminuição de um neuropeptídio no sistema nervoso central, chamado hipocretina, responsável pela manutenção da vigília.

Tipos

Classificamos a narcolepsia em tipo I e tipo II, de acordo com a presença ou não de cataplexia, caracterizada por uma perda repentina de tônus muscular - normalmente desencadeada por fortes emoções, principalmente com a risada.

A doença pode provocar também a paralisia do sono, fragmentação do sono noturno e alucinações - alucinações hipnagógicas caso ocorra conforme o indivíduo adormeça (transição vigília-sono) e as alucinações hipnopômicas, caso ocorra ao acordar (transição sono-vigília).

Diagnóstico

Existem critérios diagnósticos e é necessário realizar uma história e exame físicos minuciosos, além de exames complementares, como polissonografia, teste de múltiplas latências do sono, e dosagem de hipocretina no LCR em casos específicos.

Tratamento

A narcolepsia é uma condição crônica para a qual não há cura. No entanto, medicações e mudanças de estilo de vida ajudam dramaticamente a gerenciar os sintomas, com melhora significativa na qualidade de vida, inclusive com diminuição de riscos de acidentes devido aos ataques de sono ou a sonolência excessiva.

Medicações estimulantes podem ser prescritas para ajudar na melhora da vigília. Além disso, os pacientes devem ter boa higiene do sono, com horários regulares para dormir e acordar. Cochilos diurnos programados podem ser necessários (cerca de 20 minutos cada), além de exercícios físicos regulares.

O apoio de conhecidos e o conhecimento dos mesmos sobre a doença - família, amigos, empregador, professores - pode ajudar a lidar com a mesma.

Os pacientes com narcolepsia devem ser constantemente reavaliados por especialistas em Medicina do Sono para acompanhamento e otimização terapêutica.

Por Conselho Editorial Einstein