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Doações

Nódulo de tireoide

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - E00-E07

O que devo saber

A tireoide é uma glândula localizada na base da região anterior do pescoço e apresenta um formato similar ao de uma borboleta. Ela é responsável pela produção dos hormônios T4 e T3 que são essenciais para o funcionamento de diversos órgãos no organismo. A produção excessiva de hormônios de tireoide (hipertireoidismo) ou a redução da produção de hormônios (hipotireoidismo) podem gerar vários sintomas, sendo necessário diagnóstico preciso e tratamento adequado junto ao endocrinologista para promover o controle hormonal.

Além da possibilidade de disfunção hormonal da glândula, um problema frequente é o aparecimento de nódulo(s). Estima-se que mais de 50% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Normalmente os nódulos são assintomáticos e achados durante o exame físico ou em algum exame de imagem. Na grande maioria dos casos são benignos, mas podem ser maligno em 5% das vezes. Mais raramente eles podem produzir hormônio tiroidiano levando a um quadro de hipertireoidismo.

Avaliação do nódulo de tireoide

Uma vez suspeitado, o nódulo deve ser avaliado e investigado junto ao endocrinologista para tratamento adequado e/ou seguimento clínico. A maior parte dos nódulos de tireoide são assintomáticos e detectados na consulta clínica durante o exame físico

O método de imagem utilizado para avaliação do nódulo de tireoide é a ultrassonografia com Doppler colorido de tireoide, que deve ser realizada quando é identificado nódulo de tireoide no exame físico ou caso haja fator de risco para câncer e tireoide ou presença de gânglios à palpação do pescoço. Não é recomendável realizar ultrassonografia de tireoide para rastreamento populacional de nódulo de tireoide sem suspeita clínica.

Fatores de risco para câncer de tiroide:

  • Idade superior a 40 anos;
  • História familiar de câncer de tireoide;
  • História de radiação cervical;
  • Nódulo de tireoide com crescimento rápido;
  • Nódulo endurecido;
  • Presença de adenomegalia cervical (gânglios no pescoço);
  • Queixa de rouquidão;
  • Dificuldade para engolir. ​

​Exames Complementares

  1. Ultrassonografia de tireoide: é método ideal para avaliação do nódulo de tireoide e deve ser realizado por médico especializado. O exame de ultrassonografia de tireoide avalia uma série de características do nódulo, como tamanho, ecogenicidade do nódulo, regularidade do nódulo, presença de microcalcificações e presença de linfonodos (gânglios) no pescoço. Com base nisso, aplica-se uma classificação de risco de malignidade Ti-RADS ( FIG.1) , que vai de 1( mais provável benigno) até 5. Dependendo da classificação de TI-RADS e tamanho do nódulo, o médico pode indicar investigação complementar com punção aspirativa com agulha fina (PAAF) de tireoide para definir a etiologia do nódulo.
  2. A punção aspirativa de tireoide (PAAF) é realizada por equipe especializada e é dirigida por ultrassonografia, que facilita o procedimento. Os achados da PAAF, analisados pelo patologista são padronizados de acordo com a classificação de Bethesda que vai de 1 -6. Nos pacientes com citologia indeterminada na PAAF de tireoide( bethesda 3-5), pode ser considerado a realização de marcadores moleculares para avaliação do risco de malignidade do nódulo.

Tratamento do nódulo de tireoide

O acompanhamento clínico é indicado para seguimento dos nódulos não suspeitos de malignidade e assintomáticos.

Nos casos suspeitos de câncer ou com diagnóstico indefinido na PAAF de tireoide, o tratamento cirúrgico é recomendado e deve ser realizado por cirurgião de cabeça e pescoço.

Os nódulos benignos volumosos, sintomáticos ou com queixas estéticas também podem ser tratados cirurgicamente ou através de uma técnica minimamente invasiva que é Radiofrequência.

O acompanhamento clínico é indicado para seguimento dos nódulos não suspeitos de malignidade e assintomáticos. Nos casos suspeitos de câncer ou com diagnóstico indefinido na PAAF de tireoide, o tratamento cirúrgico é recomendado e deve ser realizado por cirurgião de cabeça e pescoço.

Os nódulos benignos volumosos, sintomáticos ou com queixas estéticas também podem ser tratados cirurgicamente ou através de uma técnica minimamente invasiva que é Radiofrequência.

A imagem apresenta informações sobre o TI-RADS, que é utilizado para a interpretação dos resultados de ultrassonografias da tireoide. Por meio dele, é possível avaliar se um nódulo é benigno ou se há suspeita de malignidade. As informações contemplam a composição, ecogenicidade, morfologia, margens e focos ecogênicos, além da classificação que varia de TR1 a TR5.

Referências

Haugen BR Md, Alexander EK, Bible KC, Doherty G, Mandel SJ, Nikiforov YE, Pacini F, Randolph G, Sawka A, Schlumberger M, Schuff KG, Sherman SI, Sosa JA, Steward D, Tuttle RM, Wartofsky L. 2015 American Thyroid Association Management Guidelines for Adult Patients with Thyroid Nodules and Differentiated Thyroid Cancer. Thyroid. 2015 Oct 14.

Tessler FN, Middleton WD, Grant EG, Hoang J, Berland LL, Teefey, SA et al. ACR Thyroid Imaging, Reporting and Data System (TI-RADS): White Paper of th ACR TI-RADS Committee. JACR 2017; 14(5): 587-595

Park HS, Baek JH, Park AW, Chung SR, Choi YJ, Lee JH.Thyroid Radiofrequency Ablation: Updates on Innovative Devices and Techniques.Korean J Radiol. 2017 Jul-Aug; 18(4):615-623. Epub 2017 May 19

Por Conselho Editorial Einstein