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Doações

Raiva humana

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - A82

O que é raiva humana?

A raiva, conhecida também como hidrofobia, é uma doença mortal. No Brasil, os casos de raiva estão relacionados com mordidas e arranhões de cachorros e morcegos. Infelizmente, a vacinação canina ainda não é universal, o que eleva os riscos de contrair a doença.

Transmissão

A raiva é transmitida pela saliva de um animal infectado por meio de mordidas ou arranhões. Também existe a transmissão via transplantes de órgãos, como córnea e rins. Há muitas especulações sobre a possibilidade de contágio entre humanos, porém, há um único caso, ocorrido no século XIX onde se atribuiu a transmissão a contato sexual, mas é um caso mal estudado e mal documentado devido às limitações da época em que ocorreu.

Sintomas

Após a mordida, o(a) paciente começa a apresentar alterações de sensibilidade no local afetado, que foi mordido ou arranhado. Em seguida, o quadro pode evoluir para agitação e hidrofobia, estágio onde a pessoa não consegue deglutir líquidos. Após a fase de agitação, ocorre a fase paralítica, embora, em alguns casos, apenas essa fase possa se manifestar.

O vírus pode provocar miocardite e lesão do sistema nervoso autônomo. Entre os episódios de agitação, a pessoa pode manter a consciência, inclusive, do que ela apresenta. As complicações que ocorrem durante a doença são sequelas neurológicas, que são descritas nos raríssimos casos de sobrevivência documentados.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença é feito pela pesquisa de corpúsculos de Negri, agregados virais, em biopsia da nuca ou imprint de córnea.

Vacina

Com o avanço da ciência, a vacina contra a raiva é bastante eficaz, mas deve ser usada adequadamente, conforme as normas da Secretaria de Saúde: animal desconhecido, selvagem, morcego, ou animal com sintomas devem ser vacinados. A vacinação deve ser iniciada imediatamente após o acidente com o animal. Em algumas situações, além da vacina, também é indicado o uso de soro antirrábico.

Mortalidade

Considerava-se que a raiva em humanos era sempre fatal; no entanto, existem casos de pacientes que sobreviveram após serem tratados em unidades de terapia intensiva, com uso de medicamentos como a ketamina, um tipo de anestésico. Apesar disso, esses casos são extremamente raros. O vírus migra pelo sistema nervoso e pela via sanguínea e atinge o sistema nervoso central, onde provoca rápida lesão dos neurônios.