Taquicardia ventricular
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - I47.2
CID 10 - I47.2
É a aceleração dos batimentos cardíacos originada nas câmaras inferiores do coração (ventrículos). A taquicardia ventricular pode, em algumas situações, prejudicar o funcionamento do coração, resultando em sensação de batedeira, tontura e até desmaios, requerendo atendimento imediato. Em casos extremos pode levar à parada cardíaca e morte súbita.
As taquicardias ventriculares podem acontecer sem motivo aparente em pessoas com coração normal (idiopáticas), sendo geralmente benignas nessas situações. Entretanto, são mais comuns em pacientes com doenças que afetam o músculo cardíaco (problemas nas válvulas, hipertensão arterial, coração fraco, corações musculosos). Nesses casos, são arritmias potencialmente graves que necessitam avaliação imediata.
As manifestações mais comuns são sensação de batedeira, palpitações, fraqueza, tontura e até desmaios. Em casos extremamente graves, pode levar à parada cardíaca e morte súbita.
O diagnóstico é feito pelo eletrocardiograma no momento da crise. Outros exames complementares podem ser necessários para estabelecer o diagnóstico, como o Holter de 24 horas ou o monitor de eventos, exames que aumentam o tempo de monitorização ao qual o paciente é submetido. O teste ergométrico pode ser utilizado em pacientes com sintomas relacionados ao esforço físico. Em casos selecionados, o estudo eletrofisiológico invasivo é necessário para esclarecimento diagnóstico.
As taquicardias ventriculares idiopáticas (sem causa aparente que acometem pessoas com coração normal) são tratadas com medicamentos ou com ablação por cateter, técnica muitas vezes curativa nesses casos. Em pacientes com doenças do coração, o tratamento utiliza principalmente medicamentos. Nos casos graves, com risco de morte, o implante do cardiodesfibrilador (CDI) está indicado. A ablação por cateter pode ser empregada em casos selecionados para auxiliar no controle das crises.
A avaliação médica regular (check-up) e o controle de fatores de risco de doenças como diabetes, obesidade, hipertensão e tabagismo. Os cuidados devem ser redobrados em pacientes que possuem problemas no coração (válvulas, infarto, coração fraco, etc.).