São Paulo, maio de 2026 – O Einstein e a Philips anunciam a criação de um Centro Colaborativo de Inovação (CCI), iniciativa inédita no Brasil que consolida uma relação de longo prazo entre as organizações e inaugura um novo modelo de desenvolvimento conjunto de tecnologias em saúde. A aliança, com duração inicial de cinco anos, será dedicada ao codesenvolvimento, validação clínica e preparação para escala de soluções com foco em diagnóstico e intervenção guiados por imagem, além de monitoramento de pacientes.
O novo centro nasce do alinhamento entre as prioridades de inovação do Einstein e as frentes globais de pesquisa e desenvolvimento da Philips, com o objetivo de integrar imagem, dados e inteligência artificial em um ecossistema de diagnóstico conectado para aumentar a precisão diagnóstica, acelerar as decisões clínicas e liberar mais tempo para o cuidado do paciente.
“A entrada da Philips representa a materialização de um modelo concebido para transformar a forma como a inovação em saúde é desenvolvida no país. Mais do que projetos pontuais, estamos estruturando uma lógica contínua, orientada a impacto e com foco em soluções escaláveis”, afirma Rodrigo Demarch, diretor executivo de inovação do Einstein.
Segundo ele, a proposta é aproximar o desenvolvimento tecnológico da prática assistencial. “Ao conectar inovação ao ambiente real de cuidado, conseguimos acelerar a adoção e ampliar o impacto das soluções no sistema de saúde”, completa.
Os projetos do CCI serão definidos de forma conjunta, a partir de necessidades clínicas não atendidas identificadas na prática assistencial. As soluções serão desenvolvidas com potencial de aplicação nos sistemas público e privado, já com visão de adoção em diferentes mercados.
O primeiro projeto será voltado à saúde da mulher e prevê o desenvolvimento de uma solução de inteligência artificial integrada com dados clínicos e imagens, para apoiar a colocação de dispositivos intrauterinos (DIU) no Sistema Único de Saúde (SUS). A tecnologia deverá avaliar automaticamente se o dispositivo foi posicionado corretamente, contribuindo para a segurança do procedimento e para a ampliação do acesso a métodos contraceptivos eficazes. O projeto contempla, ainda, todas as etapas de validação clínica.
Com cerca de 15 profissionais envolvidos nos comitês técnicos e operacionais, a iniciativa tem como um de seus pilares a equidade no acesso à saúde. A proposta é identificar oportunidades de fortalecimento no SUS, a partir da atuação do Einstein no sistema público, e desenvolver soluções que possam ser escaladas para contextos com desafios semelhantes ao brasileiro.
