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Doações

Colecistite crônica

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - K81.1

O que é colecistite crônica?

A colecistite crônica é uma doença caracterizada pela inflamação persistente da vesícula biliar, um órgão localizado abaixo do fígado. Embora seja menos grave do que a colecistite aguda, que provoca dor mais intensa, ela pode causar grande desconforto e requer atenção médica adequada.

A idade está diretamente ligada ao desenvolvimento da doença. De acordo com pesquisas, a colecistite crônica pode afetar cerca de 9,3% da população brasileira. Nos Estados Unidos, a estimativa de incidência de cálculos biliares varia de 10% a 15%.

Sintomas da colecistite crônica

Geralmente, os indivíduos afetados apresentam dor abdominal recorrente na região superior direita, que pode ser descrita como uma sensação de peso, pontada ou cólica. Ela pode irradiar para as costas e ombro direito. Além disso, o paciente pode apresentar:

  • náuseas (enjoos)
  • vômitos
  • sensação de enfartamento após as refeições
  • flatulência (gases)
  • fezes com cor mais clara do que o usual

A presença desses sintomas, especialmente após refeições ricas em gorduras, pode sugerir uma crise associada a colecistite crônica.

Diagnóstico

O diagnóstico da colecistite crônica envolve uma análise do histórico clínico e familiar, exames físicos e complementares. O médico realiza perguntas sobre os sintomas e solicita análises laboratoriais, como hemograma completo e testes de função hepática.

Avaliações por imagem, como ultrassonografia abdominal, são opções para identificar a presença de cálculos biliares, aumento da parede da vesícula biliar e sinais de inflamação.

Em alguns casos, a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), um exame interno do paciente, pode ser necessária para visualizar as vias biliares com mais detalhes.

Tratamento da colecistite crônica

Em casos leves, o tratamento da colecistite crônica envolve medidas como mudanças no estilo de vida. Isso pode incluir uma dieta com baixo teor de gorduras, atividade física regular e medicamentos para controlar a dor e a inflamação, como anti-inflamatórios.

No entanto, em casos mais graves ou recorrentes, a remoção da vesícula biliar pode ser necessária. A cirurgia de colecistectomia laparoscópica é o procedimento mais comum para tratamento. A técnica envolve a remoção do órgão por meio de pequenos cortes no abdômen, utilizando instrumentos específicos, como as pinças e tesouras laparoscópicas.

A recuperação após uma colecistectomia laparoscópica costuma ser mais rápida do que após a cirurgia tradicional, e os pacientes geralmente experimentam menos dor. Além disso, a técnica está associada a um menor risco de infecções e resulta em cicatrizes menores. No entanto, em casos mais complexos, pode ser necessário optar pela cirurgia aberta.

Após a remoção da vesícula biliar, o corpo ainda consegue digerir os alimentos normalmente, mesmo sem ela. A bile (fluido produzido pelo fígado, essencial para a digestão de gorduras no intestino delgado) passa a fluir diretamente do fígado para o intestino delgado, em vez de ser armazenada e liberada pela vesícula biliar.

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Prevenção

Embora a formação de cálculos biliares e a colecistite crônica não possam ser completamente evitadas, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver essa doença:

  • alimentação saudável: manter uma dieta equilibrada, rica em fibras, frutas, legumes e grãos integrais e pobre em alimentos processados e gorduras saturadas
  • exercícios regulares: para bom funcionamento do sistema digestivo
  • hidratação adequada: beber a quantidade de água adequada e recomendada pelos profissionais de saúde para evitar a formação de cálculos biliares
  • moderação no consumo de álcool
  • evitar o tabagismo

Referências

CASTRO, P.M.V. et al. Colecistectomia laparoscópica versus minilaparotômica na colelitíase: revisão sistemática e metanálise. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva, v.27, n.2, p. 148-153, 2014.

DAMASCENO, Sarah Santos et al. Videolaparoscopic cholecystectomy: technical approach, indications for the treatment of calculosa Cholecystitis and possible complications. Brazilian Journal of Development, v. 8, n. 7, p. 52464-52483, 2022.

LAURA, M.; SHAFFER, S.; SHAFFER, E.A. Epidemiology of Gallbladder Disease: Cholelithiasis and Cancer. Gut and Liver, v6, n.2, p172-187, 2012.

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Por Conselho Editorial Einstein