Diabetes
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - E10-E14
CID 10 - E10-E14
A doença se caracteriza por uma elevação dos níveis de glicose no sangue, causada pela falta de produção do hormônio insulina no pâncreas ou pela perda da eficiência da ação de insulina em pessoas com excesso de gordura no corpo. A insulina transporta a glicose para dentro das células e permite a sua transformação em energia para o funcionamento equilibrado do organismo.
Quando não controlado, o aumento de glicose no sangue pode levar a danos nos vasos sanguíneos e nervos, acarretando complicações como disfunção e falência de órgãos como rins, olhos e coração.
Existem diversos tipos de diabetes, os mais comuns são:
Familiares com diabetes, alteração dos níveis de glicose, acúmulo de gordura abdominal, obesidade e sobrepeso, pressão arterial elevada, sedentarismo e alimentação com baixa ingestão de frutas, verduras e legumes.
No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a doença afeta 12% da população entre 30 e 69 anos. Na população com mais de 65 anos, esse índice sobe para 18% das pessoas.
No mundo todo, mais de 240 milhões de pessoas são portadoras de diabetes. Estima-se que 10% tenham o tipo1, que acomete principalmente jovens no início da fase adulta. Já o tipo 2, forma mais comum da doença, se desenvolve em pessoas com excesso de tecido gorduroso. A diabetes gestacional ocorre em até 5% das mulheres grávidas.
A maioria dos pacientes não apresenta sintomas no início do diabetes, por isto pessoas com fatores de risco devem realizar exames de sangue periódicos para rastreamento da doença. A estimativa é que 50% das pessoas não sabem que têm a doença. Por isso, o acompanhamento regular com um médico é essencial para o diagnóstico precoce.
Quando os níveis de glicose estão extremamente elevados, pode ocorrer vontade frequente de urinar, sede e fome em excesso, fadiga, alterações na visão, mudanças de humor, náuseas e vômitos, fraqueza, perda de peso, dores nas pernas, infecções repetidas na pele, machucados que demoram a cicatrizar, formigamento ou sensação de dormência, principalmente nos pés.
É feito por testes para detectar os níveis de glicose no sangue. A glicemia de jejum avalia o nível de açúcar no sangue pela manhã - O nível normal de glicose no sangue é abaixo de 100 mg/dl. Se os níveis de glicose se encontram entre 100 e 126 mg/dl, existe alto risco de desenvolver diabetes, por isto esta situação pode ser denominada pré-diabetes. Se a glicemia estiver acima de 126 mg/dl em 2 exames diferentes formaliza-se o diagnóstico de diabetes. O outro exame que pode ser realizado é a dosagem de hemoglobina glicada, que equivale a média da glicemia nos últimos 3 meses, sendo que valores abaixo de 5,7% são considerados normais, entre 5,7-6,4% risco para diabetes e acima de 6,5% diabetes novamente com 2 amostras.
Por fim, para casos de dúvida pode-se utilizar ainda um teste específico chamado teste de tolerância oral a glicose que identifica após a ingestão de 75g de glicose como ficam os níveis de glicemia após 1 e 2 horas.
Critérios | Normal | Pré-diabetes | DM |
Glicemia de jejum (mg/dl) | < 100 | 100-125 | ≥ 126 |
Glicemia ao acaso (mg/dl) + sintomas | - | - | ≥ 200 |
Glicemia de 1 hora no TTGO (mg/dl) | < 155 | 155-208 | ≥ 209 |
Glicemia de 2 horas no TTGO (mg/dl) | < 140 | 140-199 | ≥ 200 |
HbA1c (%) | < 5,7 | 5,7-6,4 | ≥ 6,5 |
Pacientes que não tem capacidade de produzir insulina, como os portadores de diabetes tipo 1 ou em diabéticos do tipo 2 de longa duração, são chamados de insulinodependente e precisam fazer reposição diária de insulina em diferentes formas.
Para os portadores de diabetes que ainda produzem insulina, como a maioria dos pacientes com diabetes do tipo 2 o tratamento é feito por meio de medicações que atuam na melhora da resposta das células à insulina, no estímulo da secreção (produção e liberação) de insulina pelo pâncreas, na redução da absorção de glicose pelo intestino ou no aumento da eliminação de glicose pela urina. A maior parte das medicações para este vim são comprimidos tomados por via oral.
Atualmente, existem medicamentos injetáveis que imitam o efeito de hormônios intestinais melhorando a fabricação de insulina e auxiliando a redução de peso.
A semaglutida e a tirzepatida, por exemplo, são opções de tratamentos que apresentam bons resultados em pessoas com diabetes tipo 2, mas seu uso deve ser indicado e acompanhado por um(a) profissional da saúde.
Nos casos de diabetes na gestação, geralmente uma dieta equilibrada e exercícios físicos são suficientes para o controle dos níveis de glicose. Nos casos em que o controle não é possível com dieta e atividade física, podem ser indicadas injeções de insulina.
Independente do tipo de diabetes, o fundamental é o acompanhamento médico especializado, aliado a adoção ao tratamento aliada a hábitos saudáveis, como controle da alimentação, prática regular de atividades físicas e controle constante da glicemia.
O primeiro passo é observar a presença dos fatores de risco que podem ser modificados, como o excesso de peso, o aumento da gordura abdominal, o sedentarismo e a dieta desequilibrada.
A redução de 5% do peso corporal associada à prática de 150 minutos de atividade física por semana reduz a ocorrência de diabetes em 58% nas pessoas com alto risco. O principal aliado é um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, atividade física regular e acompanhamento médico periódico.
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