Labirintite
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - H83. 0
CID 10 - H83. 0
A labirintite é uma condição que causa tonturas repentinas, problemas de equilíbrio com dificuldade para caminhar, associado muitas vezes a náuseas e vômitos. O termo labirintite é usado popularmente, para denominar doenças que afetam uma parte do ouvido, conhecida como labirinto. O labirinto tem como função principal, ajudar a manter o equilíbrio.
O labirinto se conecta ao cérebro através de um nervo denominado nervo vestíbulo coclear. Essas estruturas anatômicas (labirinto, nervo e cérebro) podem ser afetadas por diferentes doenças, com gravidades diferentes, causando sintomas semelhantes. O labirinto está presente em ambos os ouvidos e funcionam de forma conjunta, bastando a alteração de um dos ouvidos para provocar os sintomas característicos.
O senso comum dos pacientes que as tonturas são sempre causadas pela labirintite, podem levar a erros diagnósticos, que podem ter consequências graves. Os sintomas clínicos da labirintite podem ser confundidos com outras doenças do labirinto e algumas vezes com doenças neurológicas como um “derrame” (acidente vascular cerebral).

O termo labirintite hoje é motivo de discussão pelos médicos. Alguns chamam a labirintite de neurite vestibular, acreditando se tratar de um inchaço ou inflamação do nervo que conecta o labirinto ao cérebro.
Alguns médicos consideram que clinicamente a neurite vestibular é diferente da labirintite, tendo esta última, além de tontura, desequilíbrio, náuseas e vômitos, também apresentam alterações da audição. Dessa forma chama-se de neurite vestibular quando não afeta a audição e de labirintite quando afeta a audição.
Os sintomas de labirintite se instalam abruptamente, são intensos no início do quadro, principalmente nos primeiros 2 dias e geralmente melhoram progressivamente ao longo de alguns dias ou semanas. Os sintomas podem ser incapacitantes, às vezes, necessitando de internação para tratamento sintomático. Outras vezes os pacientes são internados devido a dúvidas diagnósticas, buscando afastar causas neurológicas de tontura.
Os principais sintomas incluem:
É muito importante lembrar que os sinais e sintomas de labirintite, podem ser confundidos com doenças neurológicas, como um derrame, que deve ter o diagnóstico precoce, evitando assim sequelas ou mesmo a morte.
Alguns sinais de alerta podem indicar causas graves de tontura. Esses sinais e sintomas, devem fazer o paciente procurar imediatamente o pronto-socorro, para uma avaliação de urgência. Sintomas como incapacidade para ficar de pé e caminhar, dor intensa na cabeça ou no pescoço, incoordenação motora com dificuldade para segurar objetos, visão dupla ou embaralhada, sonolência ou alterações da consciência, podem indicar causas neurológicas graves.
Devemos lembrar que pacientes idosos, com fatores de risco para doenças cerebrovasculares, como: pressão alta, diabetes, colesterol alto e tabagismo, possuem um risco aumentado de sofrer um “derrame”.
A causa da labirintite ou neurite vestibular é motivo de dúvida entre os médicos, a teoria mais aceita hoje, é de uma inflamação do nervo e/ou do labirinto que ocorrem durante ou após infecções virais. Somente metade dos pacientes se recordam, na história clínica, de sintomas infecciosos. Relatos de diferentes infecções virais, como viroses respiratórias, herpes zóster (vírus da catapora), podem causar inflamação do nervo e do labirinto.
O diagnóstico da labirintite, muitas vezes, ocorre no pronto-socorro. Devido a forte intensidade dos sintomas, alguns pacientes procuram a emergência para a primeira avaliação. Devido à dificuldade diagnóstica o clínico de plantão deve seguir protocolos definidos de atendimento às tonturas e quando estiver inseguro com o diagnóstico, deve solicitar avaliação especializada.
Os especialistas que avaliam os pacientes com tonturas são os otorrinolaringologistas e os neurologistas. Uma história clínica detalhada, o exame clínico direcionado, são as principais ferramentas para o diagnóstico correto.
Para chegar a um diagnóstico correto, o médico deve seguir as seguintes etapas:
No caso de suspeita de causas neurológicas de tontura, como um derrame, os exames de imagem são fundamentais (a ressonância de crânio e as angio ressonâncias, são consideras os exames mais importantes). A investigação posterior no consultório do especialista, otorrinolaringologista ou neurologista, pode envolver vários exames como: audiometria, vídeo teste de impulso cefálico, exame otoneurológico entre outros.
O tratamento da labirintite ou neurite vestibular inclui tratar infecções relacionadas ao quadro clínico como o herpes zoster, quando presente. Tratar o inchaço do nervo, tratar os sintomas de tontura e tratar a náusea e o vômito. O uso de glicocorticóides têm a função de desinflamar o nervo. A terapia antiviral pode tratar viroses associadas à labirintite. A reabilitação vestibular é uma espécie de fisioterapia do labirinto. Os tratamentos empíricos possuem poucos estudos randomizados que confirmem a sua eficácia.
A prevenção de complicações inclui manter-se bem hidratado, evitar o uso de bebidas alcoólicas e café em excesso. O risco de quedas é muito elevado, os pacientes devem evitar movimentos bruscos, devem se movimentar lentamente e pedir ajuda ao sentir-se desequilibrado. Além disso, não dirigir se estiver com sintomas de tontura e evitar subir em escadas ou outros locais altos e evite a prática de esportes radicais.
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Dor intensa ou incômodo na cabeça, geralmente passageiro
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