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Doações

Transplante de medula óssea (TMO)

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - Z94

  • Procedimentos

O que é o exame

O Transplante de medula óssea (TMO), ou Transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH), é um procedimento que utiliza células encontradas na medula óssea, sangue periférico e hoje mais raramente cordão umbilical, para curar doenças do sangue.

Procedimento

O transplante de medula óssea envolve dar ao paciente células progenitoras que podem vir do próprio paciente (transplante autólogo), de um doador (transplante alogênico) ou de células do cordão umbilical. Essas células-tronco se instalam na medula óssea para restaurar a produção saudável de células sanguíneas. Para abrir espaço e receber a nova medula, o paciente é preparado com um condicionamento que inclui quimioterapia e radioterapia. Nos casos de transplantes com doadores, seja familiares ou não, o uso de imunossupressores é essencial para prevenir reações imunológicas tanto do paciente contra o doador quanto do doador contra o paciente.

Imagem de células-tronco usadas no transplante de medula óssea para tratar doenças como leucemia e mieloma múltiplo. A imagem mostra várias células-tronco com textura avermelhada em um fundo azul-escuro

As células-tronco podem ser coletadas da medula óssea, do sangue periférico ou do cordão umbilical:

  • medula: o doador recebe anestesia e os profissionais de saúde responsáveis pelo transplante usam uma agulha especial para aspirar a medula óssea de dentro dos ossos da bacia (quadril). A medula óssea é filtrada para remover fragmentos de osso ou tecido e é colocada em uma bolsa que poderá ser transfundida no receptor (paciente) através de um acesso venoso (diretamente na corrente sanguínea). Se necessário, as células colhidas da medula óssea podem ser congeladas e estocadas para utilização posterior
  • sangue periférico: métodos foram desenvolvidos para mover as células da medula óssea para o sangue periférico (particularmente nas extremidades do corpo que estão mais distantes do coração) em número suficiente para serem coletadas e utilizadas para transplantes. Esse procedimento exige que o doador seja tratado com um medicamento que mobiliza as células-tronco. Com um equipamento chamado máquina de “aférese”, as células progenitoras são separadas do sangue do doador e armazenadas em uma bolsa para, em seguida, serem transfundidas no receptor, seja a fresco ou congeladas para posterior descongelamento
  • sangue de cordão umbilical e placenta: no cordão umbilical, há grande quantidade de células-tronco. Após o parto, o sangue rico em células progenitoras podem ser cuidadosamente drenado para um recipiente de plástico esterilizado, ser congelado e utilizado para transplante posteriormente

Durante a realização do transplante, as células progenitoras retiradas são inseridas na corrente sanguínea do paciente e “migram” para a medula óssea, iniciando a reconstituição hematopoiética, que é o processo de fabricação do sangue do paciente.

Entretanto, antes de receber as células progenitoras, o paciente deve receber doses de quimioterapia (uso de medicamentos que se misturam ao sangue para destruir as células cancerígenas), às vezes associadas à radioterapia (radiações ionizantes para destruir as células cancerígenas), para que a medula óssea doente reduza ao máximo sua produção e diminua a chance de reaparecimento do tumor. Este processo é chamado de condicionamento. Os regimes de condicionamento são modificados de acordo com tipo e status da doença, idade e condição clínica do receptor.

A suspensão com as células-tronco do doador é coletada em uma bolsa plástica. Similar a transfusão de sangue, a suspensão é colocada na veia do paciente e geralmente dura de duas a seis horas.

Após receber as células, o paciente permanece internado por cerca de três a cinco semanas, pois o condicionamento causa uma diminuição dos glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Além disso, ele fica dependente de transfusões e susceptível a infecções. Quando os glóbulos brancos se recuperam, informalmente é comum a referência de que a medula “pegou”.

Mesmo após a alta hospitalar, o paciente continua sendo seguido ambulatorialmente, pois pode apresentar complicações imunológicas (de defesa do corpo) ou infecciosas tardias. Após o período de três a seis meses, o paciente deve ser revacinado, pois muitas vacinas perdem seu efeito.

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Indicações

O transplante de medula óssea geralmente é indicado para doenças nas quais as células do sangue são afetadas. Algumas delas são:

  • leucemias
  • linfomas
  • anemias aplástica e anemias congênitas
  • hemoglobinopatias
  • imunodeficiências congênitas
  • mieloma múltiplo
  • síndrome mielodisplásica (de risco intermediário e alto risco de transformação em leucemia aguda)
  • imunodeficiência combinada severa
  • mielofibrose primária de alto risco de transformação em leucemia aguda
  • algumas doenças autoimunes que não respondem aos tratamentos padrão

Converse com seu médico sobre os riscos potenciais do tratamento.

Cada caso é único, é essencial consultar um profissional da saúde para discutir o tratamento mais adequado para você:

Contraindicações

O quadro clínico de cada paciente deve ser observado detalhadamente para a avaliação de possíveis contraindicações ao transplante. A presença de infecções pregressas (anteriores), persistentes ou condições como fragilidade em pacientes idosos, são fatores que são avaliados pelos profissionais de saúde antes do TCTH.

Efeitos colaterais

O paciente pode ficar mais susceptível a infecções ao longo do tratamento e ter reações ligadas às drogas quimioterápicas utilizadas. Em alguns casos, as novas células que crescem com a recuperação da medula podem reconhecer órgãos do indivíduo como estranhos, gerando uma complicação chamada “doença enxerto contra hospedeiro”. Sua intensidade é variável e ela pode ser prevenida ou controlada com medicamentos específicos.

Onde encontrar

Acompanhantes e visitações

As regras variam conforme a unidade:

  • Einstein Morumbi: permitida a presença de apenas um acompanhante durante 24 horas. Visitas não são autorizadas
  • Einstein Goiânia: permitida a permanência de apenas um acompanhante por paciente, sendo autorizada uma troca de acompanhante ao longo do período de internação para o transplante