Atrofia muscular espinhal
Glossário de Saúde do Einstein
- Doença
A atrofia muscular espinhal, conhecida como AME, é uma doença rara, progressiva e degenerativa. Esse tipo de atrofia se caracteriza pela deterioração e morte das células nervosas da medula espinhal que controlam o movimento dos músculos.
A AME é transmitida de pais para filhos e impacta em funções fundamentais na vida de uma pessoa, como respirar, engolir e andar. Por isso, é importante o diagnóstico precoce. O paciente com essa enfermidade tem uma ausência ou defeito no gene SMN1 e, dessa maneira, não produz proteína no neurônio motor na quantidade devida.
A atrofia muscular espinhal tem cinco classificações que variam do tipo zero (chamada de pré-natal) até o tipo 4 (cujos sintomas começam a surgir a partir dos 21 anos), a depender da etapa da vida em que aparecem os sinais iniciais e do nível de comprometimento dos músculos. A tipo 1 é a mais frequente e a mais grave.
A falta de proteína nos neurônios motores começa a dar seus primeiros sinais quando a pessoa:
Segundo a NHS, sistema de saúde da Inglaterra, mulheres grávidas com histórico de atrofia muscular espinhal na família podem realizar testes para verificar se o bebê é portador da AME. Os dois testes (ambos podem aumentar ligeiramente as chances de aborto espontâneo) principais são:
Após o nascimento, se a criança apresentar sintomas típicos de AME, um exame de sangue genético pode ser feito para confirmar a condição. Também pode ser realizado um exame físico para procurar sinais da doença. Muito ocasionalmente, segundo a NHS, outros testes também podem ser necessários. Por exemplo:
O Ministério da Saúde publicou em janeiro de 2022 um protocolo que estabelece os critérios diagnósticos e terapêuticos da AME para os tipos 1 e 2, os mais comuns, em caso de doentes com diagnóstico genético confirmado e sem necessidade de ventilação mecânica invasiva permanente (24 horas/dia). Para saber mais, consulte a portaria aqui.
Não há cura para a atrofia muscular espinhal (AME). No Brasil, há duas medicações disponíveis: o Spinraza, que atua na produção da proteína SMN, e o Zolgensma, uma terapia gênica avançada que foi incorporada no SUS em dezembro de 2022 e pelos planos de saúde em fevereiro de 2023.
Além disso, são recomendadas terapias de suporte, como a fisioterapia, para melhorar a qualidade de vida. Quanto mais cedo iniciado o tratamento adequado, maiores as chances de prevenir a degeneração dos neurônios motores.
Revisão Técnica: Sabrina Bernardez Pereira - Médica Economia da Saúde Hospital Israelita Albert Einstein, especialista em Cardiologia pela SBC/AMB, doutorado em Ciências Cardiovasculares UFF.
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