Candidozyma auris (antiga Candida auris)
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - B37
- Doença
CID 10 - B37
A Candidozyma auris é um fungo emergente identificado no Japão em 2009, atualmente classificado como um superfungo e vem causando globalmente casos de infecção de difícil tratamento e também casos de colonização em pacientes (quando uma bactéria ou fungo está presente em algum local do corpo sem causar infecção). A principal preocupação está na sua resistência a diversas medicações antifúngicas e a alguns produtos de limpeza do ambiente, além da capacidade de sobreviver por longos períodos em superfícies e tolerar temperaturas de até 42°C. A transmissão ocorre principalmente por contato direto, como pelas mãos, e o fungo pode aderir tanto à pele quanto a dispositivos médicos, aumentando o risco de infecções associadas aos cuidados à saúde. OMS considera este fungo prioritário para a aplicação de medidas de prevenção e tratamento.
Os sintomas da infecção por Candidozyma auris podem mudar dependendo da parte do corpo afetada, já que pode estar presente na corrente sanguínea, trato urinário, trato respiratórios, bile, feridas na pele, sistema nervoso, entre outros. Entre os sinais e sintomas mais comuns estão:
Esses sintomas podem ser confundidos com outras infecções.
A identificação da Candidozyma auris pode ser realizada através do isolamento do fungo de swabs de vigilância (hastes flexíveis são passados na região inguinal, narinas e axilas) ou outras amostras biológicas como sangue ou outros fluidos corporais dependendo do sítio acometido. Este fungo costuma ser confundido com outros espécies do mesmo gênero em exames convencionais, para uma identificação precisa geralmente são necessários métodos laboratoriais específicos, como:
Em casos suspeitos, esses exames laboratoriais avançados devem ser realizados em centros de referência ou em laboratórios capacitados para a identificação do agente
O tratamento depende da resposta do Candidozyma auris à medicação. A maioria das infecções é tratada com equinocandinas, antifúngicos que tornam os fungos mais frágeis e dificultam sua multiplicação. Mas alguns tipos (cepas) não respondem às três principais classes de medicamentos:
Nesses casos, os(as) médicos(as) podem combinar antifúngicos ou utilizar medicamentos experimentais. Recentemente, novas classes de antifúngicos foram apresentadas em congressos internacionais, mas ainda não estão amplamente disponíveis.
Medidas rigorosas de controle são essenciais para prevenir a disseminação do Candidozyma auris e a infecção. As principais ações incluem:
A limpeza cuidadosa de leitos, instrumentos médicos e áreas comuns é fundamental para reduzir o risco de infecção hospitalar, já que o fungo pode permanecer no ambiente por longos períodos, sendo a fonte tanto pacientes que apresentam a infecção como a colonização.
Candidozyma auris é uma doença de notificação compulsória em todo o território nacional. Desta maneira é possível que a vigilância epidemiológica aplique as medidas de prevenção e controle da disseminação.
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