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Doações

Ebola

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - A98.4

  • Doença

O que é ebola?

A doença Ebola é uma infecção viral aguda que pode evoluir para quadros graves, com alta letalidade. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com fluidos corporais contaminados, como o sangue, saliva e outras secreções de pessoas ou animais infectados. A maioria dos casos registrados ocorreu na África.
 

Tipos 

O vírus do ebola apresenta diferentes subespécies capazes de infectar seres humanos. Os principais tipos são:

  • ebola Bundibugyo: tem uma menor chance de levar a morte quando comparada as outras espécies, mas ainda alto de  aproximadamente 25% a 50% dos casos 
  • ebola do Sudão: é uma variação mais agressiva, associada a uma maior taxa de mortalidade entre os infectados 
  • ebola Zaire:  é o mais conhecido e o que mais causa surtos, sendo também o responsável pelo maior número de casos graves
  • ebola da Floresta Taï: é o tipo mais raro, com poucos casos registrados em humanos até hoje  
     
Infográfico sobre histórico, tipos, sintomas, transmissão e incubação

Sintomas

Os sintomas do ebola costumam aparecer entre dois e vinte e um dias após o contato com o vírus e, no início, podem ser parecidos com os de uma gripe. Com a evolução do quadro, alguns sinais podem se intensificar, como:

  • febre: é um dos primeiros sinais e pode vir acompanhada de calafrios e mal-estar
  • diarreia: pode causar evacuações frequentes e líquidas, o que favorece a perda de líquidos e a desidratação
  • vômito: ocorre devido ao forte comprometimento do organismo pelo vírus, dificultando a alimentação e a hidratação da pessoa infectada
  • dor de cabeça: pode surgir como resposta do corpo à infecção viral  
  • fraqueza: pode causar cansaço e reduzir a disposição para atividades do dia a dia  
  • dor abdominal: pode surgir por causa de alterações no sistema digestivo  


Nas formas mais complicadas do quadro, há hemorragias internas e externas e falência de órgãos. 
 

Causas

O vírus ebola pode ser transmitido de diferentes formas, principalmente pelo contato direto com pessoas, animais ou objetos contaminados pelo vírus. A infecção exige cuidados, pois se espalha rapidamente em ambientes sem proteção adequada. Por isso, os pacientes devem ser colocados em isolamento. As principais formas de transmissão são:

  • contato com sangue contaminado: o vírus pode ser transmitido quando o sangue de uma pessoa infectada entra em contato com feridas ou mucosas de outra pessoa. Esse é um dos meios mais comuns de transmissão
  • contato com outros fluidos corporais: saliva, suor, urina, fezes, leite materno e sêmem também podem carregar o vírus. O contato direto com esses líquidos aumenta o risco de infecção    
  • animais infectados: morcegos frugívoros, macacos e antílopes podem transmitir o vírus para os seres humanos. Isso pode ocorrer durante o manuseio ou consumo da carne desses animais
  • objetos e superfícies contaminadas: agulhas, roupas, lençóis e instrumentos de profissionais da saúde contaminados podem espalhar o vírus. Por isso, a higienização e o descarte correto são fundamentais  
  • relações sexuais: o vírus pode permanecer no sêmen mesmo após a recuperação da doença. Dessa forma, a transmissão pode ocorrer durante as relações sexuais desprotegidas
  • contato próximo com pacientes infectados: familiares e profissionais da saúde possuem maior risco de contaminação devido à aproximação constante com pessoas doentes. O uso de equipamentos de proteção é essencial, nesse caso  
     

Diagnóstico

O diagnóstico do ebola pode ser difícil nos estágios iniciais, pois os sintomas se parecem com os de outras doenças infecciosas, como malária e febre amarela.      

  • avaliação dos sintomas: os profissionais da saúde observam sinais como febre, vômitos, diarreia e fraqueza intensa. Esses sintomas ajudam a levantar a suspeita da infecção quando associados a fatores epidemiológicos descritos abaixo:  
  • histórico de viagem: o(a) profissional pergunta se a pessoa esteve recentemente em regiões onde ocorreram surtos de ebola. Essa informação é importante para identificar o risco de contaminação.  
  • contato com pessoas ou animais infectados: também é investigado se houve proximidade com pacientes doentes ou animais contaminados. O contato direto aumenta muito as chances de transmissão.
  • exames laboratoriais: a confirmação do ebola é feita principalmente por exames de sangue, com os testes de PCR e Sorologia. Esses exames identificam a presença do vírus ou anticorpos no organismo de forma mais precisa


O período de incubação do vírus ebola varia de dois a vinte e um dias. Mesmo após a melhora, as sequelas podem durar dois anos ou mais.
 

Tratamento

O tratamento da infecção por ebola indicado por um(a) profisisonal da saúde pode incluir:

  • hidratação: pacientes com ebola perdem muitos líquidos devido à febre, vômitos e diarreia. Por isso, a reposição de líquidos, muitas vezes pela veia, é essencial para evitar desidratação
  • medicamentos: os profissionais podem utilizar remédios para aliviar dores, febre e outros desconfortos causados pela doença. Isso ajuda a estabilizar o(a) paciente durante o tratamento
  • anticorpos monoclonais: alguns tratamentos utilizam anticorpos produzidos em laboratório, disponível para espécie infectante Zaire, que ajudam o sistema imunológico a combater o vírus de forma mais eficiente. Esses medicamentos podem reduzir os riscos da doença
  • oxigenoterapia: em alguns casos, pode ser necessário fornecer oxigênio ao paciente infectado para ajudar na respiração e melhorar o funcionamento do organismo
  • vacinas: algumas vacinas, disponíveis para determinadas espécies de Ebola, são utilizadas para ajudar na prevenção e no controle dos surtos da doença, principalmente em regiões com maior risco de transmissão
     

Prevenção

Para evitar o contágio pelo vírus ebola, recomenda-se evitar áreas de surto, adotar medidas de higiene e evitar contato com pessoas ou animais com infecção suspeita de confirmada, mesmo após o óbito.  O cuidado deve sempre realizado utilizando o equipamento de proteção individual.

Pessoas que se recuperam de uma infecção por ebola desenvolvem anticorpos contra o vírus, mas não se sabe ao certo qual a duração dessa imunidade.

  • evitar áreas de surto: as pessoas devem evitar viagens para regiões onde existem casos ativos de ebola. Isso reduz as chances de contato com ambientes ou indivíduos contaminados    
  • manter hábitos de higiene: lavar as mãos com frequência e higienizar objetos e superfícies são medidas importantes para diminuir o risco de transmissão
  • evitar contatos com fluidos corporais: sangue, saliva, suor, urina e outros líquidos de pessoas infectadas podem transmitir a doença. O contato direto deve ser evitado
  • não ter relações sexuais com suspeitas de infecção: o vírus pode permancer no sêmen mesmo após a recuperação
  • não consumir carnes de animais que possam ser portadores dos vírus, pois isso pode aumentar o risco de infecção
  • vacinação: vacinas desenvolvidas para o ebola ajudam a proteger pessoas com maior risco de exposição, como profissionais da saúde e pessoas que vivem ou viajam para áreas afetadas por surtos