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Doações

Leucemia linfocítica crônica

Glossário de Saúde do Einstein

CID C91.1

O que é leucemia linfocítica crônica?

A leucemia linfocítica crônica (LLC) é um câncer que afeta os linfócitos B, células do sistema
imunológico que defendem o organismo. Ela se desenvolve lentamente e ocorre principalmente em
adultos com mais de 60 anos.

Essa leucemia crônica provoca o acúmulo progressivo de linfócitos anormais no sangue e na medula óssea. Esses linfócitos passam por mudanças em seu funcionamento (alteração genética), o que faz com que se multipliquem de forma descontrolada e percam a função de defesa. Essas células também podem se concentrar em estruturas do sistema imunológico distribuídas pelo corpo (gânglios linfáticos ou linfonodos), além do fígado e do baço.
 

Sintomas

Nas fases iniciais, a LLC pode não causar sintomas. Quando presentes, os mais comuns incluem:

  • gânglios linfáticos inchados (linfonodos aumentados)
  • fadiga
  • suores noturnos
  • febre
  • perda de peso involuntária
  • falta de apetite
  • sensação de estômago cheio ou inchaço na barriga causada pelo aumento do baço
  • infecções frequentes
  • facilidade para formar manchas roxas na pele (hematomas)
     

Diagnóstico

O diagnóstico da LLC é realizado pelo(a) hematologista, médico(a) especializado(a) em doenças do sangue. A avaliação costuma começar com exames de sangue, como:

  • hemograma completo: detecta o aumento de linfócitos
  • esfregaço de sangue periférico: avalia a forma e o aspecto das células
  • imunofenotipagem ou citometria de fluxo: identifica características específicas das células, úteis para confirmar o tipo de leucemia

Outros exames complementares podem ajudar a entender melhor a doença:

  • exames de imagem, como tomografia
  • aspiração ou biópsia de medula óssea
  • alterações das cadeias pesadas das imunoglobulinas
  • testes genéticos que identificam alterações no material genético das células
     

Tratamento

Nem todas as pessoas com leucemia linfocítica crônica precisam iniciar o tratamento imediatamente. Em alguns casos, a pessoa pode permanecer anos sem necessidade de tratar, porque a doença geralmente evolui lentamente por anos, sem necessidade de tratamento. Nessa situação, os médicos adotam a conduta conhecida como “observar e esperar”, que consiste em fazer acompanhamento regular para verificar se houve alguma mudança na condição.

É importante ressaltar que a decisão de iniciar ou não o tratamento é sempre atribuído ao(à) médico(a)
especialista, que avalia critérios como sintomas, resultados dos exames, estágio da doença e impacto
na qualidade de vida.

A quimioterapia e o transplante de medula óssea foram praticamente abandonados nesta doença sendo reservados a casos muito particulares. Quando o tratamento é indicado, o(a) hematologista pode recomendar:

  • Inibidores da Bruton kinase (BTK)
  • Imunoterapia com anticorpos anti CD20
  • Facilitadores da morte das células doentes (Venetoclax)
  • terapia com células CAR-T, para situações específicas ou refratárias
     

Prevenção

Não existe uma forma conhecida de prevenir a leucemia linfocítica crônica (LLC), pois as suas causas
exatas ainda não são totalmente compreendidas. Alguns fatores de risco são observados:

  • idade avançada
  • histórico familiar de leucemia
  • contato frequente com substâncias químicas usadas para matar insetos ou pragas (pesticidas)
  • manter uma alimentação rica em vegetais
  • não fumar
  • praticar atividade física regularmente —150 a 300 minutos por semana de atividade física moderada, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS)

Perguntas frequentes sobre leucemia linfocítica crônica

O que é leucemia linfocítica crônica?

É um dos tipos de leucemia que afetam os linfócitos B, células responsáveis pela defesa do organismo. A doença costuma evoluir lentamente e muitas pessoas não apresentam sintomas no início.
 

Quem é o(a) médico(a) responsável pelo diagnóstico?

O diagnóstico é feito pelo(a) hematologista, médico(a) especializado(a) em doenças do sangue.

Quais exames ajudam a confirmar a LLC?

O diagnóstico geralmente envolve exames de sangue, como hemograma, imunofenotipagem e análise da morfologia das células. Em alguns casos, são necessários exames complementares, como imagem (ultrassonografia, tomografias, Ressonância magnética ou PET CT , biópsia de medula óssea e exames prognósticos principalmente alterações citiogenéticas.

 

 A LLC tem cura?

Ainda não há cura definitiva, mas os tratamentos disponíveis podem controlar a doença por muitos anos.
 

Quem trata a leucemia linfocítica crônica?

O tratamento é conduzido pelo(a) médico(a) hematologista.

Nem sempre é preciso iniciar o tratamento da LLC imediatamente?

Em alguns casos, a pessoa pode permanecer anos sem necessidade de tratar, porque a doença geralmente evolui lentamente por anos, sem necessidade de tratamento. Nessa situação, os médicos adotam a conduta conhecida como “observar e esperar”, que consiste em fazer acompanhamento regular para verificar se houve alguma mudança na condição.
 

Quais são as opções de tratamento quando ele é necessário?

Entre as opções estão:

  • imunoterapia
  • quimioterapia
  • terapias alvo
  • radioterapia em situações específicas
  • transplante de medula óssea, em casos selecionados
  • terapia com células CART, quando indicada
     
A LLC pode se transformar em outro tipo de câncer?

Em alguns casos, a LLC pode se transformar em um linfoma mais agressivo, conhecido como síndrome de Richter, que ocorre em 2 a 5% dos casos.

 

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Referências