O transplante de medula óssea é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como em casos de anemia aplástica grave, mielodisplasia e leucemia.
Consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária em decorrência da quimioterapia por células saudáveis, com o objetivo de reconstituição da “fábrica” de plaquetas, hemácias e anticorpos.
Em casos de linfomas Hodgkin, não Hodgkin e mieloma múltiplo, o transplante costuma ser feito com células saudáveis, retiradas do próprio indivíduo que será transplantado. Esse procedimento é chamado de transplante autólogo.
Quando o material é recolhido de um doador compatível, o transplante é alogênico. Ele costuma ser indicado em quadros como leucemia linfoide e mieloide aguda.
Em ambos os casos, a finalidade é estimular a repovoação da medula óssea do receptor a partir das novas células. Se tiver sucesso, o procedimento pode causar a regeneração completa do tecido comprometido pelo câncer.
Revisão técnica: Erica Maria Zeni (CRM 140.238/ RQE 75645), médica da Unidade de Pronto Atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo . Possui graduação e residência em Clínica Médica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e residência em Medicina Interna pela Universidade de São Paulo (USP). Também possui pós-graduação em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium Latinoamérica Medicina Paliativa, em Buenos Aires, Argentina.