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Doações

Osteoporose

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - M80-M85

O que é osteoporose?

A osteoporose é uma doença que deixa os ossos frágeis e quebradiços devido à perda de massa e formação de buracos. A idade avançada, bem como a deficiência de cálcio e de vitamina D são causas comuns da osteoporose.

Conhecida como uma doença silenciosa, em muitos casos, ela não apresenta sintomas até que a pessoa sofra uma fratura. Essas lesões ocorrem com mais frequência nos quadris, pulsos e na coluna vertebral.

Infográfico sobre osteoporose explicando que a doença deixa os ossos frágeis e quebradiços pela perda de massa óssea. Mostra os estágios da condição, de osso normal a osteoporose severa, sintomas como alterações na postura, fraturas frequentes e redução na altura, além de formas de prevenção.

Sintomas

Muitas pessoas com osteoporose não apresentam sintomas até que tenham uma fratura. Quando os sintomas aparecem, geralmente começam com dores nas costas e dificuldade em manter a coluna reta. Outros sintomas incluem:

  • alterações na postura: as costas assumem uma forma curva e a cabeça fica mais inclinada para frente, o que indica um enfraquecimento da coluna
  • fraturas frequentes: ossos quebram com facilidade, mesmo quando a queda é pequena ou quando houve pouca força no impacto
  • redução na altura: com o tempo, o enfraquecimento dos ossos da coluna pode fazer com que a pessoa perca alguns centímetros de altura

Causas

A osteoporose pode ser considerada primária ou secundária. A forma primária é a mais comum. Ocorre na ausência de outras doenças, principalmente após a menopausa ou em pessoas com idade mais avançada.

A forma secundária está relacionada com o uso prolongado de certos medicamentos (como a cortisona) e doenças preexistentes (como artrite reumatoide e hipertireoidismo).

A osteoporose primária está associada a diversos fatores de risco, como:

  • histórico familiar: pessoas com parentes próximos que tenham a doença têm mais chances de desenvolver osteoporose
  • envelhecimento: à medida que a pessoa envelhece, seus ossos tendem a perder cálcio e a formar buracos (se tornam porosos)
  • alterações hormonais: principalmente durante a menopausa, ocorre a redução de hormônios como o estrogênio, o que acelera a perda de cálcio. A diminuição na produção do principal hormônio masculino (testosterona) pela idade avançada também pode contribuir com o desenvolvimento da osteoporose
  • deficiência de cálcio e vitamina D: o cálcio (presente em alimentos como leite, salmão e brócolis) é o principal componente dos ossos, e a vitamina D (ativada pela exposição à luz do sol e encontrada em alimentos como atum) é uma substância que ajuda na absorção do cálcio pelo organismo. Quando estão presentes em pouca quantidade, os ossos podem ficar mais frágeis
  • falta de exercício físico: o sedentarismo pode fazer com que os músculos se tornem mais fracos e deixem de dar o apoio necessário aos ossos
  • fumar e consumo em excesso de álcool: são hábitos que fazem mal à saúde e podem atrapalhar a absorção de cálcio pelo corpo

Diagnóstico

O diagnóstico da osteoporose é realizado por um(a) profissional de saúde por meio de diferentes avaliações e exames. Os principais são:

  • avaliação clínica: são coletadas informações sobre os sintomas, bem como o histórico médico e familiar do(a) paciente
  • exame físico: o(a) profissional de saúde avalia a postura do(a) paciente e pode tocar em algumas regiões para verificar se há dor
  • densitometria óssea: exame de imagem que utiliza radiação para medir a densidade dos ossos no quadril e da coluna
  • raio-x: exame de imagem que ajuda a verificar se há buracos nos ossos e se existem fraturas
  • exame de sangue: avalia principalmente os níveis de cálcio, vitamina D e alguns hormônios presentes no corpo
  • exame de metabolismo ósseo: teste que analisa em laboratório uma amostra de sangue ou urina e ajuda o(a) profissional de saúde a avaliar a saúde e o funcionamento dos ossos

Tratamento

Após o diagnóstico, o(a) profissional de saúde pode indicar tratamentos para reposição de cálcio e vitamina D, e também ajustes na alimentação para fortalecer os ossos e evitar fraturas. O tratamento pode incluir:

  • medicamentos: envolve diferentes tipos de medicamentos, alguns com o objetivo de diminuir a perda de massa dos ossos e outros com a função de aumentar a formação dos ossos. Cada um tem indicações e contraindicações específicas, por isso, é importante consultar um(a) profissional da saúde e não realizar autoavaliação ou se automedicar
  • suplementos: alguns pacientes têm indicação de suplementar níveis de cálcio e vitamina D no organismo, geralmente em forma de comprimidos
  • alimentação adequada: adotar uma dieta rica em cálcio, que inclui queijo e vegetais como couve, além da vitamina D, que pode ser adquirida através de frutos-do-mar e exposição ao sol por cerca de 15 minutos por dia
  • rotina de exercícios: praticar exercícios físicos de pouco impacto (como caminhada e musculação) com regularidade ajuda a fortalecer os músculos e os ossos. É importante contar com o apoio de um(a) profissional para escolher os melhores exercícios e aprender a praticá-los com segurança

Prevenção

Existem algumas práticas que são indicadas para garantir a saúde dos ossos, como:

  • alimentos ricos em cálcio: consumir leite e derivados (queijo), além de verduras como brócolis e espinafre
  • evitar o consumo de certos alimentos: alguns alimentos, como café e sal, podem dificultar a absorção de cálcio pelo corpo
  • exposição ao sol nos horários adequados: entre 6h e 11h, tomar sol por um período de cerca de 15 minutos pode ajudar a equilibrar a vitamina D
  • praticar exercícios físicos regularmente: a prática regular de exercícios físicos ajuda a fortalecer os músculos que dão suporte aos ossos
  • evitar tabaco e consumo de álcool: o tabagismo e o consumo em excesso de álcool podem atrapalhar a absorção de cálcio
  • exames regulares na menopausa: pacientes na menopausa devem realizar exames regularmente para verificar a saúde dos ossos

Referências

Biblioteca Virtual em Saúde
Ministério da Saúde