O progresso da Medicina possibilita uso de radiofármacos tanto para identificar características particulares de um câncer, como para tratá-lo com mais eficácia e menos efeitos colaterais.
É claro que um pedido adequado de exame sempre visa definir o cuidado para uma pessoa. Mas a teranóstica praticamente funde, dentro da Medicina Nuclear, terapia e diagnóstico, como o nome sugere. Ela integra esses dois momentos em um só processo.
O caso clássico da teranóstica é o do câncer de tireoide. As células dessa glândula (e dos tumores que surgem nela) em geral concentram iodo em quantidade muito superior a outras partes do corpo, uma vez que usam esse nutriente para produzir hormônios. Diante disso, já nos anos 1940 foi desenvolvido um radiofármaco, o iodo-131, que ajuda até hoje a tratar a doença – ele é infundido no paciente. O mesmo iodo-131 pode ser aplicado para uma cintilografia de corpo inteiro, com o intuito de identificar possíveis focos de metástase desse câncer, e já servir como tratamento a elas.
Por muito tempo, no entanto, o câncer de tireoide foi quase o único exemplo de aplicação de teranóstica. Mas as coisas mudaram.








