Essa costuma ser a queixa mais comum nos consultórios dos dermatologistas, geralmente descrita de forma vaga, como unhas fracas, quebradiças, rugosas ou descamando. São as alterações estéticas que normalmente levam o paciente para o consultório, e dificilmente geram dor ou algum outro sintoma.
Várias causas podem levar a essas alterações, entre elas, o próprio envelhecimento. Assim como a pele envelhece e desenvolve rugas ao longo dos anos, as unhas também, e podem ficar mais fracas e rugosas. Isso faz parte do processo natural do envelhecimento.
No entanto, inúmeras outras condições podem afetar a superfície das unhas, como a doença arterial periférica (varizes e problemas vasculares), distúrbios endócrinos (alterações de tireoide ou diabetes descompensado), anemia por deficiência de ferro, doenças dermatológicas (psoríase e dermatites alérgicas) e até mesmo a gravidez pode influenciar, por causa do desvio de nutrientes para o bebê.
Fatores ocupacionais também precisam ser levados em consideração quando alguém se queixa de alterações nas unhas. Durante a avaliação clínica, é preciso entender mais sobre a rotina do paciente, com o que essa pessoa trabalha, se tem muito contato com água ou com produtos químicos, por exemplo.
Atletas, como corredores ou jogadores de tênis, têm mais risco de alterações nas unhas dos pés por causa do atrito do calçado e maior possibilidade de sofrer traumas físicos. Pessoas que costumam tirar a cutícula na manicure também são mais propensas a ter o problema, pois essa camada de pele existe para proteger a lâmina da unha. Ao ir à manicure e remover a cutícula toda semana, pode-se causar pequenos traumas na matriz da unha e gerar uma lâmina defeituosa.
Alguns medicamentos também podem causar essas alterações, como os retinoides e quimioterápicos. Por isso, quando o paciente chega ao consultório com essa queixa, é preciso investigar adequadamente.
A falta de vitaminas pode até ser origem do problema, mas ela não é a única explicação – existem diversas outras causas com maior gravidade e relevância. Muitas vezes, o tratamento não envolve nenhum remédio, apenas adequações na rotina e nos hábitos de vida.