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4 dúvidas sobre o bicho-de-pé

Atualizado em 10/07/2026
Tempo de leitura: 2 minutos

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Bicho-de-pé é uma condição de saúde causada pela pulga da espécie Tunga penetrans. Esse inseto se alimenta de sangue humano e, quando a fêmea fecunda, deposita seus ovos na pele humana.

Outros nomes dessa transmissão são pulga de areia, nígua, pique e bicho do porco. A doença pode ocorrer em qualquer parte do corpo humano exposta ao meio ambiente, mas costuma ser mais frequente nos pés (planta, dedos, ao redor das unhas e calcanhares) de quem anda descalço por áreas naturais, como praias e reservas.

Segundo a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), estima-se que, “apenas na Região das Américas, mais de 20 milhões de pessoas estejam em risco de serem infectadas — particularmente, crianças, pessoas com deficiência e idosos”. Em 2019, ainda segundo a OPAS, foi detectada uma hiperinfestação de Tunga penetrans em comunidades indígenas brasileiras.

1 . O que causa o bicho-de-pé?

A pulga responsável pelo bicho-de-pé vive cerca de quatro a seis semanas, e nesse período fecunda seus ovos para se proliferar. Para sobreviver, ela procura ambientes onde possa se alimentar de sangue.

Feridas e lesões nos pés costumam ser a oportunidade perfeita para a invasora, uma vez que o inseto vive no chão de terra, especialmente os arenosos quentes, secos. Essa pulga também pode infectar animais como porcos, bois, cachorros e gatos, que servem como reservatório até o contágio atingir um ser humano.

2. Quais são os sintomas do bicho-de-pé?

Os sintomas do bicho-de-pé são visíveis no local atingido. Na maioria dos casos, surge um círculo claro ao redor de um pontinho escuro na pele, que nada mais é do que a pulga fecundando os ovos.

Como consequência, pode causar dores e desconfortos, além de coceira, fissuras, úlceras, deformações, perda de tecido e de unhas; e, em casos mais graves, necrose tecidual e complicações crônicas. Também pode afetar a forma como a pessoa se locomove, devido à dor.

3. O que acontece se o bicho-de-pé não for retirado?

A demora em obter um diagnóstico pode levar a estágios mais avançados da infecção. Pacientes podem relatar incapacidade de andar, desfiguração e até mutilação dos pés.

Por esse motivo, ao sentir os sintomas citados, é importante procurar a ajuda de um médico para diagnosticar essa condição de saúde.

4. Como tirar o bicho-de-pé?

A remoção do bicho-de-pé deve ser feita somente por um profissional capacitado, por meio de lavagem e desinfecção da área atingida com uma agulha esterilizada. Nos casos mais graves, a hospitalização e a internação podem ser necessárias, para que o médico aplique anestesia local e trate o parasita com auxílio de antibióticos.

Quanto à prevenção, as recomendações incluem andar sempre com calçados em áreas abertas, utilizar repelentes, evitar o uso de praias frequentadas por animais, realizar consultas periódicas de animais com um veterinário e evitar contato com areia de construção sem o uso de equipamento de proteção.


Revisão técnica: Sabrina Bernardez Pereira, médica da Economia da Saúde do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), mestrado e doutorado em Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal Fluminense.

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