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7 cuidados que uma pessoa com cardiopatia congênita deve tomar

Atualizado em 30/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Informar-se sobre sua condição é importante. Conhecer os riscos e cuidados pode fazer a diferença na sua saúde e bem-estar.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), anualmente, cerca de 130 milhões de crianças nascem no mundo com algum tipo de cardiopatia congênita – um tipo de malformação no coração que surge ainda nas primeiras semanas de gestação. Só no Brasil, estima-se que a doença acometa cerca de oito a dez crianças em cada mil nascidos vivos, e que mais de 21 mil bebês necessitem de algum tipo de intervenção cirúrgica para sobreviver.

Embora o diagnóstico cause impacto na vida da família, especialistas reforçam que a condição não precisa ser encarada como uma barreira. Um paciente com cardiopatia congênita pode ter uma vida quase normal em praticamente todas as situações, desde que adote boas práticas diárias.

Vídeo: Cardiopatia congênita - como viver bem com a condição

Conheça, a seguir, sete cuidados essenciais que podem ajudar a manter a qualidade de vida e a segurança de quem nasceu com essa condição:

1. Acompanhamento médico contínuo

Mesmo após cirurgias corretivas bem-sucedidas, o acompanhamento ao longo da vida é indispensável. Consultas periódicas permitem identificar complicações precocemente e evitar problemas mais complexos.

2. Prática de atividades físicas

Exercícios físicos são sempre recomendados, e podem trazer uma série de benefícios à saúde. Mas, lembre-se que as atividades precisam ser adaptadas ao tipo de cardiopatia do indivíduo e liberadas previamente pelo médico responsável. 

Em casos cianogênicos, por exemplo, em que a malformação resulta na mistura de sangue desoxigenado e oxigenado, práticas que envolvem esforço em altitude ou viagens aéreas exigem bastante cautela. Daí a necessidade do olhar profissional para cada quadro.

3. Atenção especial às infecções

Pessoas com cardiopatia congênita podem apresentar maior vulnerabilidade a infecções. Por isso, é indicado evitar ambientes com aglomerações, usar máscara quando necessário e manter distância de pessoas doentes.

4. Alimentação adequada

Na maioria das situações, a dieta segue as mesmas recomendações da população geral, isso é, equilibrada em nutrientes e sem excessos. No entanto, em preparações para cirurgia ou em casos de necessidade de ganho de peso rápido, pode ser necessário adotar uma alimentação mais calórica. 

Além disso, vale lembrar que o tratamento com alguns medicamentos (como anticoagulantes) podem exigir restrições específicas na dieta. Portanto, esteja atento a qualquer mudança necessária na dieta, e conte com o apoio de médicos e nutricionistas.

5. Reconhecimento de sinais de alerta

Falta de ar, cianose (pele ou lábios arroxeados), cansaço excessivo em atividades comuns e frequência cardíaca anormal são sinais que exigem atenção imediata. Identificá-los pode evitar emergências.

Se notar esses sintomas, não hesite em procurar ajuda em um pronto-socorro. Caso precise, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo número 192.

6. Integração entre família e escola

É fundamental que professores e colegas compreendam as peculiaridades do aluno com cardiopatia congênita. A criança deve participar das mesmas atividades, mas com monitoramento atento. Qualquer alteração deve ser comunicada à família rapidamente.

7. Rede de apoio e acesso rápido ao serviço médico

Pais, responsáveis e cuidadores devem saber para onde levar o paciente em caso de urgência e quem contatar. Ter informações claras sobre diagnóstico e cuidados facilita o atendimento de emergência. Inclusive, vale a pena sempre ter em mãos um cartão ou bloco de anotação com todas as informações essenciais do paciente dispostas.


Revisão técnica: Alexandre R. Marra (CRM 87712), pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE)

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