Os riscos do consumo excessivo de álcool não se resumem aos efeitos de curto prazo. No longo prazo, o consumo regular em grandes quantidades pode gerar uma série de consequências para saúde, tanto do ponto de vista físico quanto psicológico. Não por menos, a Organização Mundial de Saúde indica que não existe dose segura para o consumo de álcool.
Além de maior propensão à violência e exposição a comportamentos de risco (como dirigir bêbado, por exemplo), o consumo de álcool está associado a uma maior chance de desenvolver diferentes tipos de câncer (na boca, no esôfago, no estômago e no fígado, por exemplo).
Por falar nesse órgão, o excesso de álcool no fígado é uma das principais causas da chamada esteatose hepática alcoólica, conhecida como gordura no fígado. Sem o devido acompanhamento, a condição pode desencadear a cirrose hepática e uma série de outras lesões hepáticas, comprometendo a funcionalidade do órgão.
Em relação à saúde mental, o consumo de álcool pode estar associado a diferentes transtornos de humor e comportamento. Além disso, a dependência de álcool por si só já é uma doença, que recebe o nome de alcoolismo. Por isso, quem não consegue deixar de beber por contra própria e vê suas atividades afetadas, precisa de ajuda para obter o tratamento adequado.
Ou seja, é possível fazer muitos conteúdos apenas descrevendo doenças causadas pelo consumo de álcool. Diante disso, se você está preocupado com o excesso de álcool no organismo, o ideal é repensar sua relação com a bebida, sempre em busca de tentá-la manter em um patamar menos arriscado. Além disso, quando for beber tente alternar cada copo de bebida alcoólica com outras opções sem álcool, principalmente água. Assim, é possível minimizar os sintomas de uma possível ressaca, prevenir uma desidratação e beber menos.
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Revisão técnica: Alexandre R. Marra, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE).