Os produtos derivados e suas formas de prescrição mais frequentes são o canabidiol (CBD) e o tetraidrocanabinol (THC). O CBD é o elemento utilizado para reduzir crises convulsivas da epilepsia e os espasmos da esclerose múltipla. Costuma ser recomendado para crianças e idosos por ter pouco ou nenhum efeito nas funções cerebrais (não oferecer efeitos psicoativos).
Já o THC tem os efeitos psicotrópicos e alucinógenos. Ele determina qual receita o médico deve utilizar e para quais pacientes esses novos produtos podem ser prescritos. Quando a concentração de THC for menor que 0,2% de todo o produto, a receita que será utilizada é a tipo B ou azul, a mesma utilizada para prescrição de medicações como diazepam e/ou outras medicações tarja preta convencionais. A receita pode ser utilizada para prescrever medicação por até 60 dias e depois precisa de renovação. A substância pode ser prescrita para qualquer paciente.
Já os produtos com concentração de THC maior que 0,2% devem ser prescritos com uso de receita branca tipo A, a mesma utilizada para anfetaminas e derivados opioides, como a morfina. Essas formas somente poderão ser prescritas para pacientes terminais ou quando todas as outras formas terapêuticas falharam no controle dos sintomas. Dois grupos principais de pacientes podem se beneficiar: aqueles com tumores terminais e os que sofrem de epilepsia.
Além disso, a embalagem deve conter “venda sob prescrição médica” e “só pode ser vendido com retenção de receita” no caso dos produtos com menos de 0,2% de THC ou “este produto pode causar dependência física ou psíquica” quando a concentração for superior a 0,2%.