Assim como o suicídio, a automutilação está atrelada a um tipo de sofrimento psíquico no qual a pessoa não consegue gerenciar adequadamente as suas emoções e encontra em práticas de autolesão uma espécie de alívio. No entanto, diferentemente do suicídio, a automutilação não tem como finalidade a morte.
Por si só, a automutilação não se configura como um transtorno ou uma doença mental, mas, sim, como um comportamento de risco. Na maioria das vezes, está relacionada a alguma condição neuropsiquiátrica que eleva a gravidade do sofrimento do paciente e o leva a se machucar intencionalmente.
Esse tipo de prática prejudicial à saúde aparece para o indivíduo como uma forma de aliviar sua angústia psíquica e ansiedade. Por isso, é possível que seja apenas uma ocorrência isolada. Mas, em contextos de muita vulnerabilidade emocional, pode se tornar um ato recorrente, engatilhado por situações de estresse.




