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Blefarite: a inflamação das pálpebras merece atenção

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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A blefarite é a inflamação das pálpebras, não contagiosa, que geralmente afeta ambos os olhos ao longo das bordas das pálpebras. Ela não afeta a visão, mas a região ficará vermelha, com irritação e é normal aparecerem crostas ou caspas. 

A causa mais comum é o entupimento das glândulas sebáceas localizadas na base dos cílios. Existem várias condições que podem causar blefarite, muitas vezes com mais de uma origem: 

  • Dermatite seborreica uma inflamação na pele que causa principalmente descamação e vermelhidão em algumas áreas da face, como sobrancelhas e cantos do nariz, couro cabeludo e orelhas;
  • Rosácea doença crônica e inflamatória de pele, caracterizada principalmente por uma vermelhidão no rosto;
  • Alergias – reações ao uso de maquiagem e a produtos para lentes de contato 
  • Ácaros de cílios os ácaros Demodex folliculorum e Demodex brevis vivem ao redor dos cílios e podem obstruir os ductos sebáceos. São mais comuns em pessoas com rosácea;
  • Olho seco – condição que ocorre quando há baixa produção de lágrimas para manter os olhos lubrificados.

Os sintomas mais comuns de blefarite são:

  • Olhos marejados ou vermelhos;
  • Ardência nos olhos;
  • Pálpebras com aspecto oleosa;
  • Coceira incômoda nas pálpebras;
  • Inchação e vermelhidão nas pálpebras;
  • Descamação da pele ao redor dos olhos;
  • Crostas nos cílios; 
  • Pálpebras grudadas;
  • Sensibilidade à luz;
  • Visão turva que melhora ao piscar.

O diagnóstico é feito por oftalmologista

Para diagnosticar a blefarite, o primeiro passo é uma avaliação com o oftalmologista, que possui equipamentos específicos para checar a saúde dos olhos. 

Em alguns casos, pequenas partículas da crosta que se forma na pálpebra podem ser enviadas para análise em laboratório, a fim de identificar a presença de bactéria, fungos e até mesmo sinais de alergia.

Existe tratamento para blefarite?

Em boa parte dos casos, a blefarite pode ser controlada com lavagem dos olhos e uso de compressas quentes. No entanto, se os sinais persistirem, outros tratamentos podem ser prescritos, como pomadas, colírios ou cremes com antibióticos, que serão aplicados diretamente nas pálpebras. 

Se mesmo assim a blefarite persistir ou formar um cisto sob a pele, o tratamento pode exigir o uso de antibiótico oral. Somente um especialista pode decidir a melhor opção. Não é necessário cirurgia para blefarite.

Durante o tratamento, deve-se evitar usar maquiagem, principalmente delineador e rímel. O uso de lentes de contato também não é recomendado.  

Caso a blefarite seja causada por dermatite seborreica, rosácea ou outras doenças, será necessário o tratamento do problema de base. Em alguns casos, a blefarite leva à queda dos cílios e a seu crescimento de maneira anormal (mal direcionados). 

Embora a maioria dos casos não tenha consequências, a doença às vezes não desaparece e se torna uma condição crônica.


Revisão técnica: Sabrina Bernardez Pereira, médica da Economia da Saúde do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), mestrado e doutorado em Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal Fluminense.

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