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Câncer de pele no couro cabeludo: quem tem mais risco e como se prevenir

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Um profissional utilizando um pente para procurar sinais de cancer de pele na cabeça de uma pessoa.

Uma mancha que aparece em uma região visível do corpo, como nos braços ou no rosto, é facilmente notada. Sobretudo quando ela muda de tamanho, forma ou cor, por exemplo, que são alguns dos sinais de alerta para o câncer de pele. Mas, se a lesão estiver encoberta por fios de cabelo, há possibilidade de não ser percebida. 

Os tumores de pele no couro cabeludo normalmente demoram a ser diagnosticados, o que reduz a perspectiva de cura. Outro fato que precisa ser levado em consideração é que essa parte do corpo fica mais exposta ao sol e é muito vascularizada, contribuindo para o câncer se espalhar. 

Acompanhamento frequente

A região do couro cabeludo deve ser examinada com regularidade. Na maioria dos casos, a análise realizada pelo dermatologista durante a consulta anual é o suficiente. Mas para quem tem fototipo mais baixo, com pele e olhos claros, histórico pessoal ou familiar de câncer de pele ou de lesões queratoses actínicas (feridinhas ásperas e vermelhas que surgem na pele, inclusive do couro cabeludo), o monitoramento deve ser feito com mais frequência.

Como se proteger?

Os fios de cabelo são responsáveis por fazer uma espécie de escudo sobre o couro cabeludo, resguardando-o do excesso de exposição solar. Mas essa região também precisa de proteção, tal qual a pele no restante do corpo. Sempre que possível, proteja a cabeça com chapéu ou boné quando se expor ao sol.

Quem tem fios mais ralos, é calvo ou careca precisa de maior proteção. A recomendação é utilizar chapéu ou boné, de preferência confeccionados com tecidos com proteção contra os raios UV, principalmente em ambientes de maior exposição ao sol.

Para quem tem pouco ou nenhum cabelo, a sugestão é usar protetor solar em spray, com FPS de no mínimo 30, e PPD (valor de proteção contra os raios UVA) 10, que deve ser reaplicado a cada duas horas. Pessoas com fototipo mais baixo se beneficiam de produtos com FPS a partir de 50. 

Já a turma com abundância de fios pode recorrer às loções leave-in com proteção solar. Aqueles que trabalham em locais abertos, dirigem por muito tempo ou andam muito na rua devem ter esse cuidado diariamente. O importante é consultar um médico sempre que notar algo diferente. 


Fontes consultadas: Andrey Augusto Malvestiti, dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein. Claudia Marçal, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); Ramon Andrade de Mello, oncologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.

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