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Câncer de pulmão: as respostas para 5 perguntas mais frequentes

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 3 minutos

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Dois profissionais de saúde analisando exame de imagens dos pulmões de um paciente com indícios de câncer de pulmão.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pulmão é o segundo tipo de neoplasia maligna mais comum no mundo. Com cerca de 2,2 milhões de novos diagnósticos a cada ano, representa 11,4% de todos os casos de tumor. 

No Brasil, o INCA estima 32,5 mil novos casos por ano da doença para o triênio de 2023 a 2025. Na prática, isso corresponde a um risco de 15 casos a cada 100 mil habitantes.

Vídeo: Câncer de pulmão: quando a cirurgia é indicada?

Confira as respostas para as cinco perguntas mais frequentes sobre esta condição:

1. Quais os fatores de risco para o câncer de pulmão?

Tabagismo

Segundo o Ministério da Saúde, o tabagismo pode contribuir para o desenvolvimento de tumores em diferentes órgãos, como bexiga, pâncreas, esôfago, rins e cólon. Mas, principalmente, a prática se destaca como fator de risco para o câncer de pulmão. A prática é responsável por cerca de 90% das mortes pela doença.

Os médicos indicam que qualquer índice de consumo de cigarro é capaz de aumentar o risco de câncer no pulmão. 

Até mesmo em casos de tabagismo passivo, quando o indivíduo apenas convive com alguém que fuma, há maior probabilidade de desenvolver a doença.

Exposição a produtos químicos

Além do tabagismo, a exposição ocupacional a produtos químicos tóxicos também pode apresentar riscos à condição. É o caso de trabalhadores da construção civil e da indústria, que se sujeitam frequentemente ao contato com asbesto, arsênico ou hidrocarbonetos.

Outras doenças crônicas pulmonares

Indivíduos já diagnosticados com condições crônicas do pulmão também apresentam uma maior chance de desencadear um quadro de câncer. A atenção é principalmente para a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Poluição

Estudos sugerem ainda que morar em centros urbanos condensados, onde o ar é muito poluído, o risco de câncer de pulmão aumenta. O acúmulo de partículas ingeridas na respiração pode levar a processos de inflamação crônica e, consequentemente, ampliam os riscos de neoplasias pulmonares. 

Hereditariedade

Por fim, é possível que o câncer de pulmão esteja associado a condições hereditárias. Então, não é incomum que membros da mesma família apresentem esse câncer ao longo das gerações. Nesses casos, a recomendação é fazer o acompanhamento médico desde cedo para identificar a doença de maneira precoce e iniciar o tratamento o quanto antes.

2. Quais os sintomas da doença?

Existem casos nos quais o câncer de pulmão é assintomático em seus estágios iniciais. No entanto, quando se manifestam, eles podem aparecer na forma de:

  • Tosse persistente;
  • Tosse acompanhada de hemoptise (escarro com sangue);
  • Rouquidão ou alterações no padrão da voz;
  • Falta de ar;
  • Dor torácica;
  • Fadiga;
  • Diminuição do apetite;

3. Como é feito o diagnóstico?

Radiografia e tomografia computadorizada de tórax são os exames iniciais mais comuns para avaliar a presença de nódulo ou massa pulmonar. Testes complementares, como ressonância magnética e PET-CT, também podem ser solicitados para avaliar a extensão dos tumores.

Para confirmar o diagnóstico,é indicada uma biópsia pulmonar guiada por exame de imagem. 

4. Quais as formas de tratamento?

Nos casos em que os tumores ainda estão em estágio inicial e o tecido cancerígeno apresenta boas condições para ser completamente ressecado, a recomendação médica costuma ser a cirurgia. Ela pode retirar parcial ou integralmente o órgão, a depender da extensão do tumor.

Além disso, tem crescido nos últimos anos a atenção à análise da assinatura molecular do câncer de pulmão logo que ele é descoberto. Isso envolve identificar as características únicas dessas células malignas em laboratório para compreender como elas vão se comportar durante o tratamento da doença.

Esse tipo de estudo permite que se avalie a necessidade de conduzir ciclos de quimioterapia e ou imunoterapia antes e depois da realização da cirurgia de ressecção do tumor. Pesquisas indicam que essa abordagem estratégica é capaz de aumentar a sobrevida global associada à doença.

Nos quadros em que a condição já está mais avançada, com metástase (tumores secundários espalhados pelo corpo), outras modalidades de tratamento podem ser indicadas. Além das tradicionais rádio e quimioterapia, a equipe médica pode optar pela terapia alvo-molecular ou terapia dirigida por imagem, ambas de ação dirigida especificamente às áreas de concentração das células doentes.

5. É possível prevenir o câncer de pulmão?

A principal forma de prevenção contra o câncer de pulmão é não fumar. Mesmo para quem já é tabagista há algum tempo, largar o cigarro representa uma redução no risco de desenvolver a doença nos anos subsequentes. 

Outras maneiras de se prevenir incluem manter um estilo de vida saudável, o que estimula o bom funcionamento do metabolismo; praticar atividades físicas regularmente; ter uma boa alimentação e se hidratar com frequência.


Revisão técnica: João Roberto Resende Fernandes (CRM-SP 203006 / RQE 91325), médico do Pronto Atendimento e Corpo Clínico, especialista em Clínica Médica do Hospital Israelita Albert Einstein. 

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