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Câncer infantojuvenil: 6 dúvidas respondidas sobre a doença

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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pessoa jovem com lenço na cabeça, segurando uma pelúcia, olhando pela janela.

Embora seja a mesma doença, os casos de câncer podem apresentar diferentes características de acordo com a idade do paciente. Um quadro de câncer infantil é muito diferente daquele desenvolvido por um adulto, não apenas em relação aos seus sintomas, mas também sobre a forma como essa condição evolui no organismo e como será tratada.

Compreender essa distinção é o primeiro passo para zelar pela saúde. A seguir, esclarecemos seis dúvidas frequentes sobre o câncer infantojuvenil.

Vídeo: Como é o tratamento do câncer infantil? 

1. Quais as causas do câncer?

O câncer é uma neoplasia maligna formada a partir do crescimento descontrolado de células de um tecido. Em apenas cerca de 4% das vezes é possível apontar um fator de predisposição para o desenvolvimento da doença, como em casos de exposição excessiva à radiação. Mas essa não é a regra. 

2. Os sintomas do câncer são claros?

Em quadros de câncer infantil, os sintomas podem se manifestar de maneira mascarada, o que pode fazer com que eles pareçam problemas pediátricos corriqueiros. Dores no corpo de forma persistente e progressiva são alertas vermelhos para que os pais e responsáveis busquem auxílio médico para a criança ou o adolescente. 

3. Qual o profissional indicado para diagnosticar um câncer?

O pediatra é o profissional mais capacitado para diagnosticar um caso de câncer infantojuvenil. Por acompanhar de perto o desenvolvimento da criança, esse médico generalista saberá distinguir aquilo que é um problema pediátrico corriqueiro de um sintoma de doença mais complexa e, assim, solicitar exames e encaminhar para centros de saúde especializados, caso isso seja necessário.

4. Quais os tipos de câncer infantojuvenis mais comuns?

As neoplasias mais frequentes durante a infância e a adolescência são:

  • Leucemia (glóbulos brancos);
  • SNC (sistema nervoso central);
  • Linfoma (sistema linfático). 
  • Neuroblastoma (células do sistema nervoso periférico);
  • Tumor de Wilms (sistema renal);
  • Retinoblastoma (retina e fundo do olho);
  • Tumor germinativo (células que dão origem aos ovários ou aos testículos);
  • Osteossarcoma (ossos);
  • Sarcomas (tecidos moles). 

5. O tratamento do câncer infantil sempre envolve quimioterapia?

Em adultos, o câncer costuma ser localizado, o que torna viável a condução de procedimentos cirúrgicos para a extração dos tecidos contaminados com as células cancerígenas. Por outro lado, entre crianças e adolescentes, é mais comum que o câncer esteja disseminado pelo corpo. 

Dessa forma, o tratamento precisa ter uma abordagem de alcance global no organismo e a quimioterapia é hoje a melhor forma de promover isso. Em termos gerais, em cerca de 75% a 80% dos casos, o câncer pode ser tratado e curado.

6. É possível prevenir o câncer?

Manter uma rotina de hábitos saudáveis, com dieta balanceada e exercícios físicos regulares, pode promover diversos benefícios à saúde, sobretudo a longo prazo. Porém, isso não previne o desenvolvimento de um câncer. Muito mais do que pensar sobre uma prevenção ao câncer infantojuvenil, os médicos indicam focar os esforços no diagnóstico precoce. Quanto mais cedo a doença for identificada, menores são os riscos que ela oferece.


Revisão técnica: Sabrina Bernardez Pereira, médica do Escritório de Valor em Saúde do Hospital Israelita Albert Einstein. Título de Especialista em Cardiologia SBC/AMB; Doutorado em Ciências Cardiovasculares UFF

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