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Chikungunya: principais sinais e cuidados após o diagnóstico

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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A descoberta do vírus CHIKV é recente?

Não. Ele foi identificado pela primeira vez na década de 1950, na Tanzânia, na África Central, e a doença passou a ser considerada uma das maiores ameaças da saúde pública mundial — nas últimas duas décadas foram registrados mais de 10 milhões de casos.

No Brasil, o vírus chegou em 2013 e, de lá para cá, seis em cada dez cidades brasileiras registraram casos. Entre 2016 e 2022, houve sete grandes surtos da doença, segundo artigo publicado em abril de 2023 no periódico científico The Lancet Microb.  

VÍDEO: Dengue, chikungunya ou zika? Saiba a diferença

O que causa a doença?

Assim como a dengue, a zika e a febre amarela, a chikungunya faz parte do grupo das arboviroses, que são doenças virais provocadas principalmente por insetos hematófagos, ou seja, que se alimentam de sangue. As quatro doenças são transmitidas pelo Aedes aegypti.

Quais são os sintomas?

A lista dos primeiros sintomas provocados pela chikungunya é vasta: 

  • febre alta (mais de 38º C);
  • calafrios;
  • dor de cabeça;
  • dor na parte de trás dos olhos;
  • dor de garganta;
  • náuseas e vômitos;
  • dores no corpo todo e também costas e nas articulações (pode haver inchaço, inclusive);
  • erupções avermelhadas na pele, que surgem do 1º ao 4º dia (em 50% dos casos), e provocam coceira leve;
  • diarreia e/ou dor abdominal (mais comuns em crianças infectadas).

Com o tempo, os sintomas podem se tornar mais acentuados: é raro, mas pode haver, por exemplo, acometimento neurológico; conjuntivite (30% dos casos); dor nas articulações (de moderada a intensa); e dor muscular intensa. 

É verdade que a doença se desenvolve em fases?

Sim. A evolução dos sintomas acontece em três fases:

  • Febril ou aguda — Tem duração de 5 a 14 dias;
  • Pós-aguda — Fase que tem um curso de até 3 meses;
  • Crônica — Sintomas que persistem por mais de 3 meses levam a doença a ser considerada crônica. Mais da metade das pessoas infectadas sente dores nas articulações (artralgia) que podem persistir por anos. 

Como é o tratamento?

Ele é sempre feito por um médico, que faz as prescrições em razão dos sintomas. São utilizados analgésicos e terapias de suporte de acordo com cada caso. 

Por isso, deve-se evitar a automedicação, já que remédios inadequados mascaram os sintomas e agravam a doença. Até agora, ainda não existe tratamento antiviral específico para a chikungunya. 

Como é feita a prevenção?

A mais eficaz é combater a proliferação do Aedes aegypti, eliminando possíveis criadouros como vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas e piscinas sem uso nem manutenção que acumulam água, que é onde as fêmeas depositam os ovos.


Revisão Técnica: Luiz Antônio Vasconcelos, especialista em clínica médica, medicina interna, cardiologia e ecocardiografia. É cardiologista e clínico das unidades de pronto atendimento e do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.

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