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Cisto de Baker: o que é e como tratar?

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Tem a ver com problemas articulares

O nódulo cresce sob a pele e está relacionado a lesões nos meniscos e ligamentos, osteoartrite, artrite reumatoide e outras condições que danificam as articulações. 

Para compensar a situação e manter a lubrificação do local afetado, o corpo passa a produzir mais líquido sinovial e o excesso de líquido acaba dando origem ao cisto.

Os sintomas vão de desconforto a dor no local

Além de desconforto e de dor, que pode ser espontânea ou surgir ao subir e descer escadas, por exemplo, ou durante movimentos que exigem demais dos joelhos, pode haver inchaço na parte anterior do joelho e sensação de rigidez muscular. 

É raro, mas crianças também podem ter

No caso delas, o cisto geralmente é assintomático e descoberto por acaso durante exame clínico ou de imagem e não tem relação com traumas nos joelhos. 

Muitas vezes, basta fazer repouso e aplicar gelo no local

O médico solicita exames de imagem (raio-x, ultrassonografia ou ressonância magnética) para identificar e verificar o tamanho do nódulo que, na maior parte das vezes, regride naturalmente com repouso e aplicação local de gelo. Em alguns casos, isso é associado com o uso de analgésicos e de anti-inflamatórios, para reduzir o desconforto. 

Para quadros mais severos, o médico pode prescrever injeções locais de cortisona e, algumas vezes, fazer a drenagem do cisto, procedimento guiado por ultrassom que é feito com a inserção de uma agulha no local para retirar o líquido. 

Raramente é preciso remover o cisto cirurgicamente – apenas quando a dor persistir ou houver limitação de movimentos.

O cisto pode voltar

Como o cisto de Baker surge em decorrência de lesões nos joelhos, a abordagem principal é identificar e tratar a lesão que provocou o aparecimento do nódulo. 

Trata-se de um cisto benigno, mas alguns sinais costumam indicar que pode haver algo mais sério, como sintomas que não condizem com o tamanho do nódulo, ausência de lesões articulares que justifiquem o aparecimento do cisto, formato atípico, tamanho superior a 5 centímetros e problemas ósseos associados, entre outros indícios.  


Revisão técnica: Sabrina Bernardez Pereira, médica da Economia da Saúde do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), mestrado e doutorado em Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal Fluminense.

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