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Como saber se a dor de cabeça é doença ou só um sintoma? 

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Dores de cabeça podem se manifestar de forma crônica, sendo a própria doença, como em casos de enxaqueca e cefaleia tensional. No entanto, também podem aparecer como um episódio sintomático de outra enfermidade, como nas seguintes condições:

  • Meningite; 
  • Tumor cerebral; 
  • Apneia do sono; 
  • Doenças infecciosas; 
  • Gripes e viroses. 

Para diferenciar os casos de dores de cabeça, o médico avalia o histórico do paciente, as características da dor, o local, o tempo percorrido entre o início dos sintomas, os fatores de risco e as manifestações clínicas associadas, além de outras possíveis queixas.

Em casos mais complexos, exames complementares podem ser solicitados para garantir um diagnóstico correto, o que, consequentemente, leva à indicação do tratamento mais eficiente para cada pessoa.

Vídeo: Como a dor de cabeça é diagnosticada? 

Tratamentos 

Se a dor de cabeça for identificada como sintoma de uma condição mais complexa, ela será tratada conjuntamente à doença de base diagnosticada.  

Já nos casos de enxaqueca ou cefaleia tensional, existem duas possibilidades de tratamento. A primeira é o uso de analgésicos comuns, anti-inflamatórios e outras medicações específicas para aliviar pontualmente os episódios de dor — o chamado tratamento abortivo.

A segunda possibilidade é a realização de um tratamento profilático, ou seja, o uso preventivo de remédios que ajudam a evitar episódios recorrentes de dor de cabeça. Eles são recomendados quando o paciente tem dores muito intensas e apresenta mais de três ou quatro episódios de crise por mês. 

Nesses casos, o indivíduo precisa associar as medicações profiláticas com mudanças de estilo de vida e identificar quais são os fatores que desencadeiam o aparecimento dessas dores. Na enxaqueca, por exemplo, é comum que as dores estejam associadas a hábitos como:

  • Alimentação não saudável; 
  • Cansaço; 
  • Estresse; 
  • Consumo excessivo de cafeína;
  • Alterações do padrão de sono; 
  • Exposição à luminosidade intensa. 

Prevenção 

Além de ser fundamental para a saúde, a prática regular de atividade física ajuda a prevenir dores de cabeça. Existem dados que associam exercícios frequentes a uma menor incidência de dores primárias, como a enxaqueca e a cefaleia tensional. 

Há também práticas de relaxamento que ajudam na prevenção dos episódios, como técnicas de meditação (mindfulness). Se realizadas de maneira apropriada, elas podem servir como tratamento complementar ou adjuvante para lidar com dores frequentes. 

Controlar o uso de telas para não se expor à luminosidade excessiva também auxilia na prevenção desse tipo de dor, principalmente se o indivíduo já tiver predisposição à enxaqueca. Da mesma forma, manter a qualidade do período de repouso regular é uma estratégia para diminuir as chances de ocorrência desses episódios. 


Revisão técnica: João Roberto Resende Fernandes, médico do Pronto Atendimento e Corpo Clínico, especialista em Clínica Médica do Hospital Israelita Albert Einstein. 

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