Uma pessoa que não completa o ciclo de vacinação, além de se colocar em risco (por não estar com a proteção considerada ideal), também contribui para que o vírus continue circulando e sofrendo mutações frequentemente.
O aumento das mutações dá origem a novas variantes, algumas sem relevância, mas outras podem se fortalecer e causar impactos importantes à saúde pública, com aumento de casos, da gravidade da doença, das internações ou da mortalidade.
Geralmente, isso acontece porque meses após vacinação há uma queda natural dos anticorpos que o organismo produziu induzido pelo imunizante. Ou seja, com o passar do tempo a pessoa pode se contaminar mesmo estando vacinada (só que de forma mais leve e até mesmo assintomática).
No entanto, o vírus pode desencadear novas ondas de infecção (por isso, houve a necessidade de aplicações de doses de reforço).
Um exemplo desse escape vacinal aconteceu com a variante delta do coronavírus, descoberta na Índia. Ela era resistente às vacinas disponíveis na época, causando ondas importantes de contaminação com casos graves, internações e mortes.
Outro exemplo foi o surgimento da variante ômicron, que também causou novos picos de transmissão e contaminação e voltou a sobrecarregar o sistema de saúde com internações em decorrência da doença.
Esses surtos acontecem porque ao entrar em contato com um organismo que não está totalmente imunizado, o vírus ganha força e continua sendo transmitido. Assim, quanto mais indivíduos estiverem vacinados, menores são as chances de novas variantes continuarem surgindo, e mais próximo se torna o controle da Covid-19.