Hoje toda criança que vai fazer uma atividade física competitiva precisa de uma avaliação cardíaca mais específica. Nesse caso é necessária, além de uma avaliação cardiológica, uma avaliação global, multiprofissional, com a participação de ortopedistas, fisioterapeutas e nutricionistas.
As crianças obesas compõe um grupo que normalmente necessita de atenção especial. Na verdade, o que nós gostaríamos é que toda criança com algum fator de risco para doença cardiovascular futura fizesse acompanhamento, mas para isso é necessário uma conscientização de toda a população.
Sabemos que a doença cardiovascular, que acomete o adulto, pode começar desde os dois anos de idade. Pacientes com maior risco, como diabéticos, crianças com histórico familiar de dislipidemias e doença cardiovascular, pacientes obesos e expostos ao tabagismo já tem formação de fases iniciais de placas de ateroma desde a infância. Portanto, sabemos que o acompanhamento deve ser efetivamente mais próximo. Iniciado sempre que forem evidenciados os fatores de risco e mais agressivo quando detectada a existência de problema real, como obesidade ou a dislipidemia instalada.