O tratamento medicamentoso é indicado conforme a necessidade e a gravidade da doença. A medicação pode ser usada por pacientes com crises “pontuais” de asma (uma vez por mês, ou a cada dois meses), e por pacientes com crises mais frequentes (duas ou três vezes por semana) ou com a função pulmonar alterada.
De acordo com Bogossian, os pacientes com crises “pontuais” devem usar a medicação nos momentos da crise, já os pacientes com crises mais frequentes, ou com a função pulmonar alterada, devem usá-la de forma contínua. Nesses casos, é indicado a medicação inalatória (broncodilatadores), que é utilizada por meio de um dispositivo que libera a medicação em mecanismo em pó ou aerossol.
“A medicação inalatória tem ação local, pouca absorção para o sangue, então o efeito colateral sistêmico, do ponto de vista de absorção para o sangue, é muito pequeno, porque vai ele ficar praticamente na mucosa do brônquio. Então é uma medicação que vai reduzir a inflamação do brônquio e, além disso, dilatar o brônquio”, explica o especialista.
Além disso, também é indicado medicação para a rinite e o refluxo gastroesofágico, que podem desencadear a crise asmática. Nos casos graves de asma, pode ser necessário o uso de corticoide e medicamentos imunorreguladores, aplicados a uma frequência mensal ou quinzenal para controlar as crises intensas.
O uso correto da medicação inalatória (broncodilatadores) e a vacinação contra a gripe, pneumonia, Covid-19, entre outras doenças, também são importantes medidas de tratamento para a asma, segundo o especialista.
Saiba mais sobre diversas doenças no blog do Vida Saudável.
*Sob supervisão da jornalista Fernanda Bassette.