Criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial sem Tabaco é celebrado todo 31 de maio e tem como objetivo alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.
O tabaco é responsável por cerca de 8 milhões de mortes por ano no mundo todo – estima-se que até 2030, ele poderá representar cerca de 10% das mortes globais. Só no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 160 mil mortes anuais são atribuídas ao consumo de derivados do tabaco, o que representa 443 mortes por dia.
Além disso, ele é considerado um fator de risco importante para o desenvolvimento de cerca de 50 doenças crônicas não transmissíveis, entre elas vários tipos de câncer (como pulmão, boca e garganta), doenças do aparelho respiratório (como enfisema e doença pulmonar obstrutiva crônica) e doenças cardiovasculares (entre elas, infarto do coração e acidente vascular cerebral).
Enquanto a quantidade de fumantes de cigarros tradicionais diminui ano a ano graças a uma série de evidências científicas comprovando os seus danos à saúde, o consumo de cigarros eletrônicos por jovens é cada vez maior, embora os malefícios sejam os mesmos do cigarro convencional.
Os dados da última Pesquisa Nacional de Saúde mostram que o percentual de usuários de derivados de tabaco é de 12,8% entre os entrevistados – número menor do que o registrado em 2013, de 14,9%. A pesquisa mostrou ainda que 0,6% dos jovens com mais de 15 anos relataram fazer uso dos cigarros eletrônicos que, ao contrário da versão tradicional, não precisam de combustão para funcionar e não geram o odor característico, levando a uma falsa percepção de segurança desses aparelhos.
Cada vez mais, os estudos têm demonstrado os riscos associados ao uso dos cigarros eletrônicos para fumar (também chamados de vapes), especialmente para a saúde cardiovascular, como o aumento das taxas de colesterol HDL (o mau colesterol), alteração do fluxo de sangue e prejuízos do funcionamento dos vasos após o uso desses dispositivos.




