O câncer infantojuvenil é a primeira causa de morte por doenças em crianças e adolescentes de um a 19 anos, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). A doença representa de 1% a 3% de todos os casos de câncer diagnosticados e tem, em média, mais de 12 mil novos registros por ano.
Ao contrário da doença nos adultos, o câncer infantojuvenil, em geral, afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação (tecido conjuntivo). Os tumores costumam ser de origem embrionária ou genética, sendo mais frequentes as leucemias e linfomas.
Por terem características distintas, os cânceres infantojuvenis costumam ter melhor resposta aos tratamentos. Por isso o diagnóstico precoce é tão importante.
“Cerca de 80% das crianças e adolescentes podem ser curados, se diagnosticados no início e tratados de forma adequada. Em geral, é possível ter uma vida normal após a doença, sem grandes sequelas”, explica João Bosco Oliveira, médico imunologista e geneticista do laboratório Genomika Einstein.




