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Diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil favorece resposta ao tratamento

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 1 minutos

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O câncer infantojuvenil é a primeira causa de morte por doenças em crianças e adolescentes de um a 19 anos, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). A doença representa de 1% a 3% de todos os casos de câncer diagnosticados e tem, em média, mais de 12 mil novos registros por ano.

Ao contrário da doença nos adultos, o câncer infantojuvenil, em geral, afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação (tecido conjuntivo). Os tumores costumam ser de origem embrionária ou genética, sendo mais frequentes as leucemias e linfomas.

Por terem características distintas, os cânceres infantojuvenis costumam ter melhor resposta aos tratamentos. Por isso o diagnóstico precoce é tão importante.

“Cerca de 80% das crianças e adolescentes podem ser curados, se diagnosticados no início e tratados de forma adequada. Em geral, é possível ter uma vida normal após a doença, sem grandes sequelas”, explica João Bosco Oliveira, médico imunologista e geneticista do laboratório Genomika Einstein.

Sinais de alerta

Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças comuns na infância, mas é necessário ficar alerta para:

  • Febres com duração superior a uma semana;
  • Hematomas que surgem de repente;
  • Dores frequentes de cabeça e no abdômen.

“Algumas síndromes genéticas também podem estar associadas ao risco maior de desenvolver câncer na infância, o que exige um acompanhamento médico mais detalhado”, ressalta João Bosco Oliveira.

Diagnóstico precoce

Pacientes de câncer de todas as idades podem se beneficiar dos exames genéticos para confirmar diagnósticos ou guiar tratamentos. O Painel NGS multicâncer total, um dos testes oferecidos pela Genomika Einstein, se destaca por ser um dos mais completos para a detecção de risco aumentado de desenvolver a doença.

Ao todo, 145 genes associados a tumores de diversos órgãos e sistemas, como sistema nervoso central e hematológico, são sequenciados. Deleções (mutações em que um trecho do DNA pode ser perdido ou deletado) e duplicações podem ser identificadas, possibilitando uma rotina personalizada de prevenção.

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