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Dor na lombar: conheça os diferentes tipos e quando se preocupar

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Profissional da saúde fazendo exame clínico em uma pessoas com sinais de dores nas costas, o profissional está com a mão na região lombar.

Sentir dor nas costas não é algo exclusivo dos seres humanos do século 21 — é um incômodo com o qual a humanidade convive desde sempre, já que a posição vertical não é tão confortável para nossa coluna. 

Mas o estilo de vida moderno contribui, sim, para um aumento dessas dores graças a hábitos como sedentarismo e má postura, além do próprio envelhecimento da população. 

No caso específico da dor na região lombar (ou lombalgia), ela pode ser dividida em três tipos: 

1 – Lombalgia mecânica, que engloba a maioria das doenças da coluna e normalmente está associada a problemas de postura; 

2 – Lombociatalgia, que é a dor lombar que irradia para os membros inferiores por causa da compressão de uma raiz dos nervos e costuma estar relacionada a hérnias de disco;

3 – Estenose do canal lombar, que é o envelhecimento da região baixa da coluna e pode alterar o canal lombar causando um estreitamento por onde passam as raízes nervosas. Costuma atingir mais os idosos e gera dificuldade para caminhar. 

Podem existir outras causas menos frequentes de lombalgia, como tumor e infecção.

Afastamentos no trabalho

Por atingir mais os adultos jovens e em idade produtiva economicamente, a dor lombar também está associada a casos de afastamento do trabalho e até aposentadoria por invalidez no Brasil. 

Dados de um estudo brasileiro apontam que cada pessoa fica, em média, de 88 a 100 dias de licença por ano por causa de dores nas costas. As despesas com saúde envolvidas (incluindo consultas, diagnósticos, cirurgias, internações hospitalares, órteses, próteses e outras despesas) foram estimadas em US$ 460 milhões. 

Tratamento

Nos casos de lombalgia mecânica (que é a mais comum), o método terapêutico mais consagrado é o tratamento funcional com fisioterapia e exercícios. 

Se não houver sucesso, existem algumas terapias com infiltrações nos locais de dor para amenizar os sintomas e deixar o paciente mais preparado para as sessões de fisioterapia. A indicação cirúrgica é uma exceção e deve ser avaliada individualmente por um médico. 

Prevenção

É possível prevenir a lombalgia com hábitos simples, como:

  • fazer atividade física regularmente (com moderação para aqueles que já têm histórico de dor nas costas);
  • não ser sedentário (o sedentarismo está associado ao enfraquecimento muscular); 
  • manter uma alimentação saudável; 
  • não ganhar peso (a obesidade está relacionada à sobrecarga mecânica); 
  • evitar ficar sentado mais de uma hora na mesma posição;
  • não fumar (o tabagismo tem sido associado a alterações nos discos vertebrais e doenças na coluna).

Quando procurar um médico?

É importante entender a origem da dor lombar. A pessoa deve se preocupar com a dor que irradia para os membros inferiores e que causa algum déficit motor. Além disso, nos casos de dor refratária e crônica, é recomendada a avaliação de um especialista.

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