Em geral, se não há excessos, não há motivo para preocupação: o corpo tem plena capacidade de metabolizar e eliminar a substância, principalmente por meio da urina. Mas, em casos extremos, já foram relatados episódios de overdose associados ao consumo de cafeína. O limiar necessário para chegar a esse ponto depende de pessoa para pessoa (e leva em conta a composição corporal e a sensibilidade à substância).
Além disso, o excesso de cafeína pode estar associado a problemas cardiovasculares e neurológicos. Pessoas com condições de saúde pré-existentes devem ser especialmente cautelosas.
Como você já sabe, o consumo descontrolado de cafeína pode afetar o bem-estar emocional e físico, aumentando o estresse e prejudicando o equilíbrio geral. Ele também pode afetar negativamente as interações sociais, justamente pela agitação e irritabilidade causadas.
Adicionalmente, pessoas propensas à ansiedade podem encontrar nesse consumo excessivo um gatilho para aumentar os sentimentos de nervosismo e inquietação. Além disso, uma privação de sono causada ou intensificada pelo consumo inadequado de cafeína aumenta o risco de problemas de saúde relacionados.
Se você achar que está exagerando e quiser minimizar os efeitos colaterais da cafeína, é recomendado fazer isso aos poucos. Além de tornar o processo mais suave, a redução gradual ajuda a evitar alguns sintomas de abstinência da substância, como irritabilidade, cansaço e dor de cabeça. Aumentar a ingestão de água também é interessante, para que reduzir o consumo de café e outros líquidos não afete seu nível de hidratação.
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Revisão técnica: Marcelo Costa Batista, pesquisador do Hospital Israelita Albert Einstein e professor associado livre-docente da disciplina de nefrologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).