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Estresse causa fibromialgia? As respostas para essa e outras 5 perguntas

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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A fibromialgia é uma doença reumatológica que causa dores permanentes e duradouras por todo o corpo. Trata-se de uma condição de saúde crônica, ainda pouco compreendida, que pode levar a episódios de incômodo intenso, fadiga e distúrbios no sono.

Entre as causas da fibromialgia estão fatores genéticos e ambientais. No caso desses últimos, o estresse é um dos principais. Seja por questões pessoais ou profissionais, quando o corpo está sob estresse, ocorre um processo natural de aumento da sensibilidade à dor. 

Por não ser desencadeada por nenhum tipo de trauma ou inflamação, mas sim por uma disfunção do cérebro, a dor da fibromialgia gera uma série de dúvidas. Veja a seguir as respostas para algumas das perguntas mais frequentes sobre o assunto.

Vídeo: Estresse causa fibromialgia?

1. Tenho fibromialgia, é normal sentir cansaço e dores pelo corpo?

Sim, a fibromialgia é uma síndrome cujo principal sintoma são dores por todo o corpo. Muitos pacientes também sofrem de fadiga que, diferente de apenas uma fraqueza, apresenta-se como uma falta de energia constante, muitas vezes associada a um sono não reparador. 

2. Qual médico devo procurar para saber se eu tenho fibromialgia?

Em geral, médicos reumatologistas são os que mais estudam casos de fibromialgia, mas outras especialidades, como o próprio clínico geral, também estão aptas para cuidar da doença.

3. Existem exames para detectar sinais precoces de fibromialgia?

Atualmente, não existe nenhum exame, laboratorial ou de imagem, que possa atestar com certeza a fibromialgia. O diagnóstico, portanto, é clínico e feito por um médico, a partir da observação dos sintomas específicos de cada paciente.

Os exames solicitados pelos especialistas servem para afastar a possibilidade de outras condições que possam simular a fibromialgia. Esses testes também podem ser conduzidos para averiguar se a pessoa avaliada apresenta alguma outra condição com potencial de agravar seu quadro de saúde.

4. Antidepressivos podem auxiliar no tratamento?

Sim. Antidepressivos e neuromoduladores são comumente usados para tratamento de fibromialgia. Isso ocorre porque a dor ocasionada pela doença está associada a uma alteração na disponibilidade de serotonina e noradrenalina no cérebro. 

Esses neurotransmissores têm a função de reduzir a dor do indivíduo. Em sua ausência, a pessoa pode sentir mais dores do que o normal, ocasionando a doença. Com o uso de antidepressivos, os níveis de serotonina e noradrenalina são restabelecidos e, consequentemente, isso diminui a sensação de dor e incômodo.

5. Praticar exercícios físicos regularmente pode auxiliar na prevenção da fibromialgia?

Sim. A atividade física é a estratégia com maior número de evidências científicas para o controle da fibromialgia. É importante, porém, manter o acompanhamento médico. Sobrecarregar o corpo com mais atividades do que o estabelecido pelos profissionais que acompanham seu caso pode levar a uma piora no quadro de saúde, causando ainda mais dores. 

6. Posso ter a cura definitiva da fibromialgia?

A fibromialgia é uma condição crônica e, como tal, não tem cura. Mas, seguindo corretamente o tratamento e fazendo check-ups periódicos, é possível ter uma vida saudável.

Revisão técnica: Alexandre R. Marra, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE).

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