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Exame genético ajuda no diagnóstico precoce do câncer de próstata

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Algumas pessoas têm maior propensão a desenvolver certos tipos de câncer devido a uma herança genética. Isso significa que se nas células dos pais e avós houver informações de mutações nos genes, elas podem ser repassadas aos filhos e netos, e aumentar o risco do surgimento da doença.

Embora grande parte das mutações não traga danos para a saúde – pois são geralmente reparadas ou eliminadas pelo próprio organismo -, entre 5% a 10% dos cânceres são causados por essas alterações. É o caso dos genes BRCA1 e BRCA2, associados ao câncer de mama e ovário nas mulheres e, nos homens, ao câncer de próstata.

No Brasil, este é o segundo câncer mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma, segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) mostram que as mortes por essa doença aumentaram cerca de 10% em cinco anos.

Diagnóstico precoce

Se houver casos de câncer de próstata na família, o paciente pode ser um candidato ao chamado teste genético, que busca pelas mutações nos genes associados a esse tipo de câncer, segundo explica João Bosco Oliveira, médico imunologista e geneticista do Genomika Einstein. “Ao verificar esta alteração e a existência do risco, é possível estabelecer um plano de vigilância, diferente do adotado pela população”, explica.

Pacientes cujos pai ou irmãos tiveram a doença antes dos 60 anos têm um risco de 3 a 10 vezes maior do que os homens sem histórico familiar. A detecção precoce permite um tratamento menos agressivo e uma menor chance de morte.

A realização do exame é simples, por meio da coleta de sangue ou da saliva para a extração do DNA, que permite que o sequenciamento seja feito. O acesso ao exame, atualmente, é facilitado.

Com a regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar de 2013, os testes de sequenciamento dos genes BRCA1 e BRCA2 passaram a integrar o rol de exames genéticos cobertos integralmente pelos planos de saúde. Caso o paciente preencha alguns critérios e pré-requisitos determinados pela ANS, é possível fazer esses testes através dos convênios.

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