Quando há uma produção exagerada das células brancas tumorais (glóbulos brancos ou leucócitos) na medula óssea, a formação das outras células sanguíneas (glóbulos vermelhos/hemácias/heritrócitos e plaquetas) acaba prejudicada. Como consequência, a pessoa pode desenvolver quadros de anemia (deficiência da hemogloblina), plaquetopenia (baixa quantidade de plaquetas, responsáveis pela coagulação sanguínea) é a chamada leucemia.
A leucemia é uma doença hematológica (do sangue) maligna que surge a partir de uma mutação genética, e se divide em duas linhagens, de acordo com o tipo de glóbulo branco que é acometido: mieloide e linfoide.
A doença também se diferencia entre as versões crônica e aguda. No primeiro caso, os glóbulos brancos que se reproduzem de forma anômala são maduros e funcionais; e, no segundo, são imaturos (blastos) e não funcionais.
Apesar de existir 12 tipos diferentes da doença, os quatro principais são, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA):
- Leucemia mieloide aguda;
- Leucemia mieloide crônica;
- Leucemia linfocítica aguda;
- Leucemia linfocítica crônica.
“As leucemias crônicas são diagnosticadas principalmente em exames de sangue de check-up. Já as leucemias agudas são de apresentação mais grave, requerendo internação hospitalar e tratamento imediato. No caso das leucemias linfoides crônicas, elas podem não necessitar tratamento por vários anos, mas exigem acompanhamento periódico para iniciar terapêutica tão logo seja necessária”, explica Nelson Hamerschlak, médico hematologista e coordenador do setor de Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein.




