Úlcera é o nome que se dá a qualquer lesão em que se quebre a barreira de proteção de um tecido. Uma úlcera comum e normalmente sem repercussões graves é a úlcera oral, que recebe o nome de afta.
Quando falamos de gastrite e refluxo, podemos ter três tipos de úlcera: a gástrica, a duodenal e a esofágica. A primeira se desenvolve dentro do estômago, a segunda ocorre no início do intestino delgado logo após a saída do estômago e a terceira acontece dentro do esôfago.
O nosso estômago contém diversas substâncias produzidas pelo nosso corpo para realizar a digestão dos alimentos. Um dos mais importantes é o ácido clorídrico, cuja função é auxiliar na decomposição das proteínas. Em uma pessoa saudável, existe um equilíbrio entre a produção do ácido e dos fatores que protegem o estômago da sua ação. Já em indivíduos com alterações no estômago, esse equilíbrio não é mantido, causando a deterioração das paredes estomacais e do duodeno (porção inicial do intestino delgado), o que chamamos de úlcera.
Diferentemente do que acontece na gastrite, a úlcera gástrica causa uma ferida mais profunda na parede do estômago, ocasionando dores muito mais intensas e persistentes. Apesar disso, é comum pessoas com úlceras (inclusive com sangramentos) terem poucos sintomas ou mesmo serem assintomáticos.
O desenvolvimento da úlcera estomacal e duodenal está associado à bactéria Helicobacter pylori ou à ingestão de medicamentos, principalmente os anti-inflamatórios, além de consumo de cigarro ou bebida alcoólica, e fatores genéticos.
A úlcera esofágica normalmente se dá também pelo excesso de ácido passando pela mucosa esofágica (refluxo), um órgão que não tem todos os fatores de proteção que o estômago tem, levando a uma inflamação, a esofagite, e ocasionalmente fazendo úlceras.