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Gastroenterite pode levar à desidratação; entenda

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 3 minutos

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A gastroenterite é uma infecção intestinal que pode levar à desidratação. A prevenção envolve hábitos simples, como lavar bem as mãos e os alimentos. O rotavírus é considerado um dos principais causadores das gastroenterites e da diarreia infantil. A boa notícia é que o Brasil foi o primeiro país do mundo a oferecer a vacina contra esse vírus na rede pública de saúde. No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina monovalente é oferecida gratuitamente.

Como ocorre a gastroenterite?

A gastroenterite é uma infecção do trato gastrointestinal que, na maioria dos casos, é causada por vírus e pode afetar tanto crianças quanto adultos. Os sintomas comuns incluem vômitos, diarreia, dor abdominal e febre. Algumas pessoas podem apresentar sintomas adicionais, como falta de apetite, dor de estômago, dores no corpo e dor de cabeça.

Embora existam casos de gastroenterite de origem bacteriana, eles não representam a maioria. Nessa condição, a doença está geralmente associada ao consumo de alimentos expostos sem a refrigeração necessária, manipulados sem cuidados de higiene adequados ou armazenados de maneira inadequada. Esses produtos se tornam focos de proliferação de bactérias como Salmonella, Shigella, Escherichia coli, Staphylococcus e Clostridium.

Principais formas de transmissão

A maneira mais comum de transmissão da gastroenterite ocorre através do contato com uma pessoa infectada, pelo consumo de alimentos ou água contaminados, ou pela via fecal-oral. O intervalo entre a contaminação e o início dos sintomas, em geral, varia de 2 a 72 horas. O vírus ou bactéria ataca diretamente as células do intestino.

Geralmente, o quadro tem uma boa evolução, e a pessoa se recupera em alguns dias, embora as infecções bacterianas possam durar mais tempo. No entanto, é importante destacar que bebês, idosos e pessoas com sistema imunológico comprometido podem apresentar quadros mais graves de gastroenterite.

Em situações de vômitos frequentes, diarreia em grande volume ou com presença de sangue, prostração e sinais de desidratação, é altamente recomendável buscar atendimento médico imediatamente. Na maioria dos casos de gastroenterite sem complicações, exames complementares não são necessários.

Formas de prevenção à gastroenterite

A gastroenterite pode ser prevenida com alguns cuidados básicos. Lavar as mãos com água e sabão antes das refeições, assim como lavar frutas e verduras em água corrente antes do consumo, é fundamental. Os utensílios domésticos usados para preparar ou servir as refeições também devem ser devidamente lavados com água e sabão.

Preferir alimentos cozidos e evitar o consumo de água e alimentos de procedência desconhecida são boas práticas de prevenção. Além disso, é aconselhável evitar o consumo de leite não fervido e carnes mal cozidas. Locais com saneamento básico precário devem ser evitados. Em bebês, é importante estimular e manter o aleitamento materno.

Como é o tratamento da gastroenterite?

O principal objetivo do tratamento da gastroenterite é controlar os sintomas que causam desconforto e garantir a reidratação. Em alguns casos, podem ser necessários antieméticos para reduzir os vômitos e analgésicos para aliviar as dores abdominais. Para a maioria dos pacientes, a desidratação leve a moderada pode ser tratada com terapia de reidratação oral.

É importante reforçar a hidratação para repor os líquidos perdidos devido aos vômitos e à diarreia. Beber água e sucos de frutas ajuda o organismo no processo de recuperação.

Na maioria dos casos de gastroenterite, não são necessários antibióticos, uma vez que a grande maioria das infecções é causada por vírus e não por bactérias.


Revisão Técnica: Luiz Antônio Vasconcelos, especialista em clínica médica, medicina interna, cardiologia e ecocardiografia. É cardiologista e clínico das unidades de pronto atendimento e do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.

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