O diagnóstico do quadro de hipertensão é baseado em aferições repetidas da pressão arterial. “A gente nunca deve fazer um diagnóstico de hipertensão arterial baseado, por exemplo, em apenas uma medida alterada no consultorio”, explica. Segundo Bacelar, podem existir casos que deixam dúvidas em relação ao diagnóstico.
“Tem um efeito conhecido como ‘hipertensão do jaleco branco’ ou ‘efeito do jaleco branco’, onde algumas pessoas, toda vez que procuram um médico ou um serviço de saúde, ficam com a pressão arterial mais elevada, mas quando ela está fora do consultório a pressão é normal”, explica.
Em casos de dúvida, é realizado um exame chamado Mapeamento Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), em que o paciente fica 24 horas com um aparelho de pressão preso ao corpo fazendo uma séria de aferições da pressão ao longo desse período para apontar possíveis momentos de picos e alterações.
Além desse exame, existe também o Mapeamento Residencial da Pressão Arterial (MRPA) em que o paciente deve seguir um protocolo de aferições durante uma semana, geralmente pela manhã, logo após acordar, e à noite, quando está se preparando para dormir. Os dados são anotados em um relatório que deverá ser apresentado ao médico.